HERÁCLITO PEDE A LULA PARA TRAZER NOTÍCIAS SOBRE SITUAÇÃO DE BOXEADORES CUBANOS

ESPECIAL
15/01/2008
[Foto: senador Heráclito Fortes (DEM-PI)]

Além do encontro com o “antigo companheiro” Fidel Castro, presidente licenciado de Cuba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia trazer de volta da ilha notícias sobre a situação dos dois boxeadores cubanos que fugiram da delegação de seu país aos Jogos Pan-Americanos e foram enviados de volta a Havana pelo governo brasileiro. A sugestão foi feita nesta terça-feira (15) pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), senador Heráclito Fortes (DEM-PI).

Os lutadores Erislandy Lara, campeão mundial de boxe, e Guillermo Rigondeaux, bicampeão olímpico e mundial, foram detidos no início de agosto de 2007 pela polícia fluminense em Araruama (RJ), após abandonarem a delegação cubana. Comentou-se, na época, que ambos teriam assinado contrato com uma empresa alemã de boxe. Depois que os dois foram enviados de volta a Cuba, Fidel Castro afirmou que os boxeadores não defenderiam mais a equipe cubana em viagens ao exterior.

- Já seria um consolo saber como vivem hoje os dois rapazes e suas famílias naquela paradisíaca ilha – disse Heráclito à Agência Senado, por telefone.

O senador questionou ainda a oferta de linhas de crédito no valor de US$ 1 bilhão a Cuba, a ser anunciada por Lula durante a viagem, para áreas como produção de alimentos e modernização da infra-estrutura rodoviária e hoteleira do país. Além dessa linha de crédito, Lula divulgou o interesse do Brasil na prospecção de petróleo em águas profundas da plataforma cubana.

- Com esse gesto, Lula mostra ao mundo que sobram recursos ao Brasil, enquanto nós acompanhamos, por aqui, os malabarismos feitos por sua equipe para repor os recursos da CPMFEntenda o assunto – comparou Heráclito, em uma referência à extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira.

Na opinião do senador, os investimentos da Petrobras em Cuba podem ser bem-vindos, desde que sejam lucrativos. Ele afirmou não concordar, porém, com a utilização de recursos brasileiros para obras de infra-estrutura na ilha caribenha.

Marcos Magalhães / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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