Presidente da CNTE repudia protestos contra ministro da Educação

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil
 
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Marcello Casal Jr./ABr
Bras�lia - Presença do ministro da Educação, Fernando Haddad, causou tumulto no 30º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Manifestantes do PSTU exigiram que ele deixasse o local, o que acabou acontecendo

Brasília - Presença do ministro da Educação, Fernando Haddad, causou tumulto no 30º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Manifestantes do PSTU exigiram que ele deixasse o local, o que acabou acontecendo

Brasília - A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Juçara Vieira, definiu como “lamentável falta de educação de setores minoritários” os protestos de hoje (19) contra o ministro da Educação, Fernando Hadad, no 30° congresso nacional da entidade. Ela defendeu uma repreensão formal ao grupo.

“Certamente a plenária trará uma moção de repúdio porque eles não respeitaram nem a presença de uma criança junto com o ministro [a filha de Haddad o acompanhava]”, disse Vieira. Ela também disse que os manifestantes merecem tratamento “pedagógico”, com uma “recuperação”. “Vamos ver se podemos aprová-los no final do congresso”.

A dirigente minimizou a importância das vaias recebidas pelo ministro. Lembrou que centenas de pessoas procuraram Haddad para tirar fotografias com ele: “90% da categoria queria ouvir o ministro e o recebeu de forma carinhosa, porque sabe que estamos em um bom momento de construção do piso salarial”.

Juçara Vieira discorda que a ausência de segurança colocou em risco a integridade do ministro: “Estando no meio de pessoas civilizadas, vamos insistir em continuar sem aparatos de segurança, pois achamos que os trabalhadores devem se auto-regulamentar”.

O tumulto provocado pela presença de Haddad provocou atraso na programação. A plenária foi suspensa sem que se encerrasse a deliberação de propostas de política educacional a serem defendidas pela entidade na gestão 2008-2011. Estão em discussão, entre outros aspectos, o piso salarial da categoria, o percentual de recursos do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à educação e a destinação de recursos da União para fortalecer a estrutura de ensino em estados e municípios.

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