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Texto relacionado: “A posse em si não tem nada de escandaloso. É prática normal em governos democráticos ou não-democráticos, até. O fato estranho é que, o PMDB, indicou um senador que tem um filho, Lobãozinho, filhote de senador, que é o primeiro suplente de Lobãozão.” (mais…) |
“Não vou me licenciar coisa nenhuma” |
Henrique Bóis Da Equipe de O IMPARCIAL |
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| Texto relacionado: PRAGMATISMO TUPINIQUIM | Como primeiro suplente do senador Edison Lobão, licenciado para exercer o cargo de ministro das Minas e Energia, seu filho Edison Lobão Filho afirma que está preparado para assumir a vaga. Afasta qualquer conjetura sobre licenciamento e diz que antes de se afastar do Democratas (DEM), partido ao qual é filiado há 20 anos, apresentará sua defesa. Revelando decepção com os companheiros de partido, Edison Lobão Filho retornou para São Luís na quarta-feira, vindo dos Estados Unidos da América, onde passava férias com a família para preparar a documentação de sua defesa diante de uma onda de acusações que pipocaram há pouco mais de 15 dias. No olho do furação das denúncias de utilização de “laranja” (uma empregada doméstica) na empresa Bemar, de distribuição de bebidas, Edinho Lobão (como é chamado o empresário e futuro senador entre amigos e na empresas que dirige no Maranhão), falou a O IMPARCIAL em seu escritório na TV Difusora sobre o ambiente político que encontrou depois de 16 dias nos “states”, sua determinação de não se licenciar do Senado, as mágoas com o DEM, e, sobretudo, de sua inocência do “massacre que vem sofrendo” que acolhe como provação de Deus. O IMPARCIAL - O senhor vai assumir mesmo a vaga de seu pai no Senado Federal? Edison Lobão Filho - Assumo na próxima semana. Estou negociando amigavelmente para sair de meu partido e pretendo ficar sem partido durante um período. Quero ter muita calma na hora de escolher o meu partido. Estão dizendo que vou para o PMDB. Não necessariamente. Quero cuidar com muita calma para que partido irei.Sua condição de filho de um auxiliar do governo Lula foi determinante para essa crise com o DEM? Nunca me manifestei se votaria contra o partido ou a favor do partido. A favor do governo ou contra o governo. Não houve a oportunidade de eu dizer como seria meu comportamento dentro do partido. Eles chegaram à conclusão de que eu votaria a favor do governo em função de meu pai ser Ministro do Lula. Por conta disso, alguns membros do partido deram diversas declarações deselegantes em relação a mim. Estou há quase 20 anos no partido. Não entrei ontem.Nessa situação em que o senhor se encontra, há convites de dirigentes partidários para tê-lo como filiado? O que você acha?! Já recebi vários convites… Hoje a relação dentro do Senado é uma relação de forças que tentam de todas as formas se equilibrar. Um a mais está fazendo uma grande diferença. Recebi convites de vários partidos, mas prefiro sentar com calma, deixar passar esse período de carnaval, férias e tal…O senhor foi procurado pelo senador Epitácio Cafeteira para ingressar no PTB? Tenho evitado contato com todo mundo. Estou focado, me preparando, para os esclarecimentos formais que darei entrada na Mesa do Senado e no Democratas. Antes da minha saída, quero dar todos os esclarecimentos em relação a esses fatos elencados na imprensa. Qual seria a origem desse interesse em colocá-lo no olho do furacão de tantas denúncias? Estou em busca de saber onde nasceu essa coisa. Existiu com certeza uma pauta distribuída. Descobri isso com jornalistas de vários veículos nacionais que receberam as mesmas informações, ao mesmo tempo. Cada um desenvolveu a seu modo. O que está por traz dessas denúncias, somente interesses políticos ou de outra natureza? Quando se muda um ministério da força de um Ministério das Minas e Energia você quebra uma série de interesses; privados e políticos. Não saberia lhe informar se foram os interesses privados que motivaram essa pressão, ou se foram os interesses políticos. Ainda não sei identificar.O alvo seria o seu pai, o ministro das Minas e Energia Edison Lobão? Tenho convicção de que todo esse massacre na imprensa nos últimos 12 dias, chamo de massacre em decorrência da pressão exercida, era para desestabilizar a indicação e posse de meu pai.Em que medida essas denúncias lhe envolvendo acabam comprometendo a imagem do seu pai hoje dirigindo um ministério do peso das Minas e Energia? Meu pai tem 32 anos de vida pública. Dedicou toda a sua vida às causas públicas. Por mais que tivessem tentado lhe atingir, não conseguiram. A prova maior foi o discurso do presidente Lula em sua posse. Foi emblemático o trecho que o presidente disse: “Senador, o senhor dormiu com pessoas tentando impedir que o senhor assumisse o ministério, hoje o senhor é ministro”.Por que o senhor levou tanto tempo para prestar os primeiros esclarecimentos? Uma das primeiras entrevistas que dei foi para a revista Veja. O jornalista me entrevistou e disse: “Doutor Edison, entrevistei ontem o senhor. O senhor quer falar de novo”. Falei não, você não me entrevistou.Qual o interesse do jornalista de Veja em repetir a entrevista com a mesma fonte. No seu ponto de vista, havia dúvidas a esclarecer? Não. Ele, o jornalista, havia dito para meu assessor que já tinha falado comigo. Não ia atender jornalista nenhum. Minha assessoria iria falar. Meu assessor me disse: “Doutor Edison o jornalista está afirmando que falou com o senhor ontem”. Perguntei: “Comigo?!…Mas como?…Perguntei a ele em qual número, e ele me deu um, que minha mulher ligou e atendeu um cabeleireiro. Tornei a perguntar a ele que me afirmou que havia dado um monte de informações no dia anterior. Falei para ele apagar as informações e que iria dar uma entrevista. Ele disse que iria gravar. Expliquei para ele todos os fatos que ocorreram, a versão correta e não a deturpada da imprensa. Tivemos uma conversa de meia hora. Encerrado. No dia que saiu a edição, vi que ele inverteu tudo que eu disse”.O senhor não buscou contatar com o Marco Antônio Costa (que admite ter sido seu verdadeiro sócio até 1998) para ele esclarecer sobre o uso da empregada doméstica como “laranja” nos negócios da Bemar? Meus advogados entraram em contato com ele, que estava no exterior, fazendo uma operação cirúrgica. Ele chegou no domingo passado. Há coisas que parece que Deus nos faz passar por provações. Eu viajando, meu pai assumindo um ministério, o Marco Antoôio fazendo essa cirurgia. Mês de janeiro, sem notícias, a não ser a crise dos Estados Unidos. Resultado: virei notícia.Como será o seu roteiro de defesa na próxima semana? Vou apresentar meus documentos ao DEM, não sei se ao Agripino (senador José Agripino Maia, líder do partido no Senado) ou ao Rodrigo (deputado federal Rodrigo Maia, presidente nacional). Vou fazer também a minha defesa em plenário. Farei um discurso logo na abertura dos trabalhos. Não vou me licenciar coisa nenhuma. Quem me conhece sabe que não sou de renunciar. Essa é uma decisão em defesa da minha honra e acho que tenho uma contribuição a dar ao meu estado.Não o preocupa o fato de o senhor ser transformado em mais um pivô da contenda entre oposição e governo no Senado, como ocorreu com o senador Renan Calheiros? O senador Renan Calheiros era presidente do Senado Federal. Sou um senador em início de carreira. Filho de um ministro, mas acho que isso não me eleva à condição equivalente a um presidente. Não acredito que eu seja emblemático.O senhor não teme um processo, como anunciou o senador Romeu Tuma, corregedor da casa? O senador Romeu Tuma fez declarações precipitadas e exageradas à imprensa. Afirmou que estava iniciando um processo informal de investigação. Isso não existe. Ele é corregedor do Senado. Precipitou-se inclusive no termo informal. Ou ele investiga, ou não investiga. Se estiver investigando informalmente ele está exacerbando de suas funções. Ele se precipitou três vezes. Uma quando diz que informal. Duas, quando diz que vai me investigar. Sou um cidadão e ele um senador. Como corregedor ele só pode investigar senador. A terceira é que há uma jurisprudência no Senado de que casos anteriores ao mandato não ensejam processo no Senado. Tuma utilizou um momento político para dar informações políticas numa coisa que deveria ser, do ponto de vista formal, da investidura de corregedor.Na imprensa nacional foi divulgado que o senhor iria consultar suas bases para mudar de partido. Onde estão suas bases? Faço parte de um grupo político. Não utilizo essa denominação base porque remete a base eleitoral. Consultarei meu grupo político, um grande líder nosso que é o senador José Sarney e a senadora Roseana Sarney, que acho que tem uma grande experiência. E também o senador Edison Lobão que é meu pai. Essas são as pessoas que vou consultar.Que opinião o senhor tem sobre o suplente, que na maioria das vezes não tem expressão eleitoral alguma e em muitos casos são meros financiadores de campanha? Acho muito desagradável ver agora discussões sobre uma situação que já está consolidada. Eu, particularmente, sou contra a figura do suplente. Como sou contra a figura do vice, vice-presidente, vice-governador, vice-prefeito. Porque as quatro figuras são iguais. Não têm voto. Vou apresentar um projeto em relação à suplência: se por qualquer motivo o titular se afastar, o segundo mais votado será chamado a assumir. Meu pai quando foi senador quem assumiu sua vaga foi o segundo colocado, o senador Magno Bacelar. |
Texto recuperado a partir de
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Um Comentário
Nossa política não é séria mesmo!
Ninguém quer mudar o “status quo”.
Fica tudo como está para ver como é que fica.
Abraços
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