O senador Arthur Virgilio (PSDB-AM) afirmou nesta terça-feira (8) que a distribuição de cargos na criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado para investigar o uso de cartões corporativos
tem que considerar que o DEM conta com a segunda maior bancada na Casa e que o Bloco da Minoria, composto pelo DEM e PSDB, é o maior do Senado.
Arthur Virgílio disse que o PSDB está disposto a discutir pontos importantes da pauta legislativa, mas que existe entre os senadores do partido a determinação de não deixar que sejam pisados os direitos da minoria.
- Se o critério for bloco, o nosso é o maior. Se for por partido, o DEM é o segundo. Qualquer coisa que pareça esmagamento e não seja negociação será respondida com resistência espartana – disse Arthur Virgílio.
Para o senador Romero Jucá (PMDB-RR), a criação de uma CPI no Senado para investigar o uso de cartões corporativos é prejudicial ao andamento dos trabalhos da Casa e representa uma quebra de compromisso da oposição.
- Houve quebra de compromisso. Havendo isso, neste caso específico, não haverá da parte do governo nenhum entendimento sobre a instalação da CPI. Quero deixar claro para que não venha se cobrar do governo. Ter duas CPIs é ruim para a Casa e para as investigações. É bem verdade que não se está na linha que a oposição quer, mas ela não pode exigir que a maioria aprove o que ela quer – disse.
Em resposta, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) negou que tenha havido quebra de acordo, lembrando que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos foi criada para apurar os gastos de autoridades do governo.
- Lamentavelmente, houve uma blindagem por parte do governo que impediu o andamento dos trabalhos da comissão, apesar da determinação da presidente do colegiado, senadora Marisa Serrano [PSDB-MS]. Não foi possível avançar em nada na CPMI – afirmou.
Já o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) lembrou que o acordo se limitava à instalação da CPI Mista dos Cartões Corporativos e à investigação das denúncias pelo colegiado.
- A investigação não aconteceu. Não fizemos “acordão” para não investigar. O governo colocou tropa de choque, com alguns deputados, os mais desqualificados possíveis, que não têm biografia e não se preocupam com ela, com o claro objetivo de impedir as investigações – afirmou.
Paulo Sérgio Vasco / Agência Senado





