CNJ vai rever decisão da Justiça do Pará de não abrir processo contra juíza de Abaetetuba

Brasília – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, hoje (8), por unanimidade, rever a decisão do Tribunal de Justiça do Pará de não instaurar processo administrativo disciplinar contra a juíza Clarice Maria de Andrade.

A possibilidade de abertura do processo havia sido cogitada porque a juíza decidiu mandar para a prisão uma menina de 15 anos de idade, colocada numa cela com mais de 30 homens durante quase um mês, na cadeia pública de Abaetetuba, no interior do Pará.

O pedido de instauração da revisão disciplinar foi feito pelo corregedor nacional de Justiça, ministro César Asfor Rocha, na abertura da sessão plenária do CNJ. Rocha alegou que a decisão do tribunal do Pará, tomada na última quarta-feira (2), contraria as provas contidas nos autos. Depois de aceito por unanimidade, o pedido será distribuído a um dos conselheiros na próxima reunião do CNJ, na terça-feira (15).

A denúncia apresentada pelo corregedor-geral do Estado do Pará, desembargador Constantino Guerreiro, contra a juíza que, na época, era da Comarca de Abaetetuba, afirma que a magistrada infringiu a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), o Código Judiciário do Estado do Pará e resolução do CNJ.

O ministro César Asfor Rocha disse que há indícios de que a juíza Clarice Andrade sabia que “uma menor se encontrava na ambiência prisional junto a vários homens, e não tomou providências”.

Segundo o corregedor-nacional de Justiça, a juíza deverá ser ouvida pelo CNJ. Além disso, novas provas podem ser produzidas durante a revisão do processo administrativo disciplinar contra a magistrada paraense.

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Agência Brasil

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