A comunidade e a Sociedade Civil Organizada de Curitiba e Região Metropolitana (RMC) apresentarão no Fórum Social do Mercosul - que acontece na Universidade Federal do Paraná entre os dias 26 a 28 – um diagnóstico com as possíveis causas de poluição e redução no volume da água nos rios que cortam a capital e bacias hidrográficas da região (Passaúna, Barigui, Bacacheri/Atuba, Alto Iguaçu, entre outras).
A proposta foi apresentada nesta terça-feira (01) em reunião do painel “Água: Bem Público e Direito Humano”, que integrará as discussões do Fórum. Entre os participantes, representantes de Associações de Moradores de bairros de Curitiba, Associação Internacional Lions, Rotarys Clubes de Curitiba e RMC, Grupos de Escoteiros, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e das prefeituras de Almirante Tamandaré, Araucária e Piraquara.
“As reuniões preliminares ao Fórum seguem o mesmo propósito do evento que é reunir lideranças políticas, comunitárias, Organizações Não-Governamentais e trabalhadores de todos os países da América Latina no eixo principal de discussão: a gestão pública da água e sua universalização como um bem essencial à vida”, declarou a coordenadora do painel da Água, Maria Arlete Rosa.
Além do diagnóstico com as causas de degradação, a idéia é apresentar as ações que já vem sendo desenvolvidas – pelas diversas entidades – para reduzir os impactos da urbanização, falta de vegetação às margens dos rios e ampliar a fiscalização.
“Em Piraquara, por exemplo, catalogamos as 1.762 nascentes de água existentes no município e agora atuamos em prol da sua conservação”, mencionou o secretário municipal de Meio Ambiente, Hugo Luiz Andrioli.
Outro bom exemplo é o Projeto ‘Patrulha Ambiental’, realizado pela Associação de Moradores ‘Amigos do São Lourenço’ (bairro de Curitiba), que vem desenvolvendo projetos ambientais desde o ano 2.000. No ano passado - em parceria com 60 Clubes de Lions - eles criaram a Patrulha Ambiental, envolvendo 372 instituições do terceiro setor que cuidam de um trecho do rio mais próximo a elas.
“É um trabalho voluntário em que avaliamos se as ligações de esgoto estão corretas, se há emissão de efluentes por prédios públicos, entre outros. Estas ações beneficiam cerca de três milhões de pessoas”, explicou César Paes Leme, representante da Associação e presente à reunião.
FEIRA - No pátio da Reitoria acontecerá ainda, durante o Fórum Social do Mercosul, a “Feira das Melhores Práticas Ambientais voltadas à água”. Neste espaço, Escolas da Rede Pública de Ensino vão expôr seus melhores projetos e ações já desenvolvidas na recuperação de nascentes, saneamento ambiental ou educação ambiental.







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