A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não respondeu às perguntas básicas em relação ao dossiê sobre utilização de cartões corporativos durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Foi assim que o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) resumiu, em Plenário, nesta quinta-feira (8), o depoimento que a ministra proferiu nesta quarta-feira (7) à Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI).
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No entanto, em sua opinião, Dilma Rousseff saiu “politicamente fortalecida” do debate e sua indicação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como sua sucessora à Presidência da República poderá “ganhar força”.
Alvaro Dias também disse que a ministra não falou a verdade no que diz respeito às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que, na opinião do senador, é uma obra de “ficção”. Para o senador, o programa foi constituído pela junção de vários projetos – alguns já existentes, outros que já estavam previstos para serem implantados e outros ainda que haviam sido considerados inviáveis.
- A ministra mistificou e não disse toda a verdade nem sobre o PAC e nem sobre o dossiê. O PAC continua sendo uma falácia. O PAC é uma peça de ficção ou um espetáculo de ficção – disse.
Já em relação ao dossiê, Alvaro Dias disse não se tratar de uma ficção e lembrou que a ministra não respondeu quem ordenou sua elaboração, quem executou a ordem e quem repassou as informações para fora do Palácio do Planalto. O senador disse que exige a responsabilização dos envolvidos no episódio.
- O dossiê não é ficção, ele existe, é uma peça criminosa, urdida no Palácio com objetivos escusos – destacou.
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)





