O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, afirmou, ao deixar a sala da Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado (CI) na tarde desta quarta-feira (7), que o depoimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) esgota o assunto do suposto dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que a oposição alega ter sido montado pelo governo. A ministra afirma que não houve montagem de dossiê, mas sim de um banco de dados cujas informações vazaram para a imprensa.
Para Garibaldi, as informações prestadas pela ministra contribuirão para o trabalho da Comissão Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos, em que os senadores oposicionistas não conseguiram aprovar o requerimento de convocação de Dilma Rousseff.
- As dúvidas foram esclarecidas e eu creio que agora a comissão tem todos os elementos para fazer fluir os seus trabalhos para que nós tenhamos a conclusão desse fato - disse o presidente.
Na avaliação de Garibaldi, “a ministra foi tranqüila, serena e respondeu bem” à maioria das perguntas.
- Ela teve um desempenho à altura da expectativa de como ela se sairia numa eventualidade dessas - observou.
Já a oposição, para o presidente do Senado, se mostrou com a “munição desgastada” devido ao tempo que correu desde o surgimento da denúncia da elaboração do dossiê até a vinda da ministra ao Congresso para dar explicações.
- A coisa se tornou muito repetitiva, mas foi muito útil a presença da ministra, principalmente em relação ao PAC, porque ela demorou-se muito em relação a essas questões - disse.
Garibaldi afirmou ainda que não acredita que algum outro requerimento de convocação de Dilma Rousseff venha a ser apresentado.
- Se alguém quiser que a ministra venha de novo, só ser for realmente um sujeito insaciável.






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