Ações do Arranjo Produtivo do Grande ABC elevam produtividade das empresas em sete municípios. Entre as 50 participantes do APL está a Cooperma, que recicla mais de 200 toneladas/ano de materiais plásticos
Em Mauá, município do Grande ABC paulista que concorre ao certificado de “Município Verde”, o APL dos Plásticos do Grande ABC vem oferecendo importante contribuição para a conquista do selo. Criado há pouco mais de um ano, o Arranjo Produtivo do Grande ABC já reúne 50 pequenas e médias empresas transformadoras de plástico, com excelentes ganhos de produtividade.
“O objetivo é atingir 60 adesões”, explica Joelton dos Santos, coordenador do Comitê Gestor, lembrando que essa meta é perfeitamente alcançável, considerando o tamanho do parque industrial em Mauá e outros seis municípios atendidos pelo programa. “A união entre micro e pequenas empresas só tem ampliado o seu potencial competitivo, tanto no cenário local quanto no âmbito global, ao mesmo tempo em que fortalece o pólo industrial”, assinala Joelton.
Participam do Projeto APL Plásticos GABC empresas da chamada “terceira geração”, localizadas em sete municípios do ABC paulista (Santo André, São Caetano, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Rio Grande da Serra e Paranapiacaba). O faturamento anual dessas empresas é R$ 2,4 bilhões (6,3% do total nacional). O segmento é responsável por 15 mil empregos na região.
Cooperativa de Trabalho
Uma das características do APL dos Plásticos é fomentar, por meio de consultorias, treinamentos e conscientização, a importância da profissionalização das empresas que compõem a Cooperativa de Trabalho dos Profissionais em Reciclagem de Materiais de Mauá (Cooperma).
A Cooperma integra o grupo piloto de empresas do APL de Plásticos do Grande ABC e recebe consultorias na parte de processos produtivos, área financeira, marketing e vendas, todos oferecidos pelo programa. As empresas Petrobras/Refinaria de Capuava (Recap), Nova Petroquímica, Oxiteno, Unipar, participam do projeto “Agir Mauá”, doando, periodicamente, toneladas de plásticos, papéis, papelão e copos plásticos, resíduos industriais à cooperativa.
“Antes esses materiais eram descartados sem chance de voltar à cadeia produtiva da reciclagem. Hoje, esse material previamente separado, ao chegar à cooperativa, passa por uma triagem, vira varal ecológico feito de garrafas PET e é vendido às empresas de transformação do plástico, alimentando o ciclo da cadeia na região”, conta Joelton.
Mercado de recicláveis em expansão
Em 2007, a Coleta Seletiva de Mauá enviou 245 toneladas de materiais recicláveis à Coperma, 177% a mais do que o que foi arrecadado em 2005. Além do trabalho de educação ambiental, oferecido aos participantes do programa, o APL ainda divulga gratuitamente o nome e a marca dessas empresas, assim como divulga ações pró-ativas dos demais parceiros. “A moeda de troca é apenas a doação dos materiais recicláveis”, diz Marcio Eing, um dos gestores do APL de Plásticos do Grande ABC.
Outro ponto que chama a atenção para este projeto é o processo de profissionalização da Cooperativa, promovida por graduandos do Curso de Administração da Faculdade de Mauá, que também é uma gestora do APL. Esta profissionalização contempla, entre outras ações, a regularização de pendências jurídicas e fiscais e questões envolvendo segurança, higiene e meio ambiente.
A Cooperma é a única cooperativa do Grande ABC com licença prévia homologada pela Cetesb e com processo de licença de instalação em andamento no órgão ambiental. “A idéia é trazer esta cooperativa para a legalidade e atestar que esse modelo de gestão é viável financeiramente e melhora gradativamente a situação de trabalho e de remuneração dos cooperados”, complementa Eing.
Rubens Toledo, Agência Indusnet Fiesp






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