Para Áustria, Brasil é a economia mais promissora do mundo

A afirmação é do chanceler austríaco Alfred Gusenbauer, que participou hoje do encontro entre 60 empresários de seu país, com executivos brasileiros, a maior delegação de negócios da história da Áustria

Principal parceiro comercial da Áustria na América Latina, o Brasil aumentou em 50% suas exportações para o mercado austríaco nos últimos dez anos. Ainda assim, possui um déficit de quase US$ 600 milhões, de uma corrente de comércio de aproximadamente US$ 1 bilhão. Com o intuito de transformar esse saldo negativo em oportunidades de negócios e incrementar o intercâmbio comercial entre os países, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sediou, nesta segunda-feira (12), o Encontro Empresarial Brasil – Áustria.

O vice-presidente da Câmara Federal de Economia da Áustria, Richard Schenz, afirmou, em pronunciamento, estar orgulhoso com a grande delegação presente no Brasil, que, segundo ele, é um importante parceiro comercial da Áustria há anos. No entanto, disse que desde a queda da “cortina de ferro” o foco do seu país tem sido o Leste Europeu e, por isso, não tem aproveitado novas oportunidades de mercado, como o Brasil, tanto quanto poderia.

Atualmente, cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) austríaco provém das trocas comerciais do comércio externo e do setor de serviços. O chanceler austríaco Alfred Gusenbauer explicou que entre 85 e 90% da produção das indústrias da Áustria são para exportação: “Estamos produzindo para o mundo, por isso buscamos novos mercados”. E completou: “Hoje o Brasil é a economia mais promissora do mundo, com grande mercado nacional. E nós podemos contribuir”.

Biodiesel
O programa de biodiesel brasileiro também foi um dos temas do encontro. Benjamin Steinbruch, 1º vice-presidente da Fiesp, esclareceu aos empresários austríacos que a idéia de que o biodiesel compete com a produção de alimentos é errônea, e pediu que os mesmos disseminassem a informação na Europa.

Steinbruch fez ainda um convite aos parceiros: “Este é o melhor momento de se investir em biodiesel no Brasil”. Ele ressaltou que as relações comerciais de US$ 1 bilhão entre os dois países podem crescer muito mais. E afirmou: “Comprometo-me a dar suporte aos nossos embaixadores para isso”.

O encontro foi promovido pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e o Consulado Comercial da Áustria em São Paulo.

Amanda Zeni, Agência Indusnet Fiesp

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