Rio de Janeiro - As condições de atendimento do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tiveram pequena melhora. Os exames mais simples, como o de sangue, não devem mais parar nos próximos dias, como chegou a ser anunciado no início da semana, mas os transplantes continuam suspensos.
Ontem (14), ficou acertado que a unidade receberá reforço R$ 800 mil por mês do Sistema Único de Saúde (SUS) – equivalentes a 15% no teto das verbas do SUS para o pagamento de serviços oferecidos pelo hospital – para superar a escassez de recursos que ameça paralisar as atividades do hospital. Segundo o diretor da unidade, Alexandre Pinto Cardoso,. os problemas da unidade são crônicos e são provocados pela falta de recursos a todos os hospitais universitários.
Na avaliação do diretor, existe uma disparidade entre os repasses para os hospitais universitários e outras unidades da rede pública de saúde. Segundo ele, enquanto o Clementino Fraga Filho, com 470 leitos, recebe R$ 52 milhões por ano do SUS, o Hospital dos Servidores do Estado do Rio tem 300 leitos e recebe R$ 123 milhões anuais.
Apesar da verba extra, serviços, como os transplantes, continuarão suspensos. Alexandre Pinto Cardoso disse que é necessário mais verbas para as atividades diferenciadas do hospital: “É necessário que sejamos amparados pelo MEC para fazer frente às inúmeras atividades além da atenção à saúde, mantendo o cuidado e a qualidade. Também fazemos ensino, pesquisa e extensão e essa diferenciação precisa ser reconhecida”.
A diretoria do hospital propôs ao Ministério da Educação, responsável pelos hospitais universitários, que assuma a folha de pagamentos dos funcionários terceirizados, um total de R$ 1,3 milhão por mês.
———-
Agência Brasil






Comente