Obras de revitalização de área pobre em Florianópolis custarão R$ 54,6 milhões

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Florianópolis – Os governos federal e de Santa Catarina e a Prefeitura de Florianópolis anunciaram hoje (20) o início do projeto de revitalização do Maciço do Morro da Cruz, complexo que reúne comunidades pobres da capital. O investimento é de R$ 54,6 milhões, sendo R$ 25 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cerca de R$ 15 milhões do estado e R$ 14,6 milhões do município.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Florianópolis para dar início às obras.

O ministro das Cidades, Márcio Fortes, garantiu a liberação do dinheiro, mas em contrapartida pediu que as autoridades locais acelerem a execução, estimada para terminar em três anos. “Dinheiro não falta. Vamos correr com as obras governador [Luiz Henrique da Silveira] e prefeito [Dário Berger]”, disse no terminal de ônibus inativo Saco dos Limões, onde a cerimônia foi realizada.

“As obras começam na segunda-feira”, afirmou o prefeito, ao lembrar que a elaboração do projeto começou em 2005.

O ministro sugeriu ainda que a mão-de-obra a ser contratada venha das próprias comunidades.

A revitalização prevê a construção de 400 casas, redes de água, esgoto e energia e de uma espécie de bonde que permitirá aos moradores das partes mais altas ter acesso à linhas de ônibus. O projeto atenderá, conforme a prefeitura, 16 comunidades com cerca de 22,7 mil habitantes, o equivalente a 40% da população pobre da capital.

Os líderes comunitários do Maciço do Morro da Cruz destacaram que há 20 anos esperam pelas melhorias. “Sei o que é viver sem infra-estrutura. Nossas comunidades não têm endereço. Agora vai ter endereço. Isso é dignidade”, disse a presidente da Associação dos Moradores da Serrinha, Clara Ribeiro.

Já o padre Vilson Groh, que desenvolve trabalho com jovens do Maciço, ressaltou a participação dos movimentos sociais na formulação do projeto. “Não se pode pegar o dinheiro pelo dinheiro, mas com reais critérios”, afirmou. “O movimento social tem que sair da cadeira da reivindicação e ir para a proposição”, completou.

Para uma platéia com cerca de duas mil pessoas, conforme estimativas dos organizadores, o presidente Lula voltou a reclamar da burocracia e descompasso entre os entes federativos no andamento do PAC. “Se não tiver cobrando todos os dias, as coisas não acontecem”, afirmou.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, assinou documento para a doação de kits para implantação de telecentros em 293 municípios catarinenses. Cada kit é composto por um servidor de informática, 10 computadores, uma central monitoramento, um roteador wirelesse, de 11 estabilizadores, um uma impressora a laser, um projetor multimídia, de cadeiras e de mesas.

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