Produtores gaúchos propõem que governo supenda leilões de arroz neste mês

Brasília – O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, recebe, nesta tarde, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) proposta de suspensão dos leilões de arroz, feita pelos produtores do Rio Grande do Sul. No mês passado, os leilões foram realizados semanalmente. Heinze é membro da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

Os produtores gaúchos, responsáveis por cerca de 60% da produção nacional de arroz, querem que o governo suspenda  os leilões neste mês e estabeleça uma cota de até dois leilões em julho, com oferta de no máximo de 50 mil toneladas em cada.

Depois da realização de quatro leilões consecutivos, o governo não ofertou o grão nesta semana e, até o momento, não abriu edital para um próximo leilão. Ao todo, foram negociadas no mês de maio cerca de 270 mil toneladas de arroz.

Os leilões começaram depois de uma alta no preço do produto, que chegou a 40% somente no mês de abril. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), depois dos leilões, os preços pararam de subir e, entre os dias 20 e 30 de maio, caíram cerca de 3%.

Segundo o presidente da Câmara Setorial do Arroz, Francisco Lineu Schardong, a situação para os arrozeiros se complica mais por causa da alta nos preços dos insumos. “Estamos assustados, porque fizemos a safra passada com um custo de produção de R$ 26 a saca de 50 quilos e, hoje, se formos plantar, já estaria em R$ 32, principalmente em função desse aumento abusivo do adubo.”

Shardong disse que havia sido acertado com a Câmara Setorial do Arroz que, após o primeiro leilão, haveria uma reunião de avaliação, o que, segundo ele, não ocorreu. “Temos consciência de que o consumidor, na ponta, tem que ser respeitado, mas o produtor também tem que ser respeitado, se não, vamos inviabilizar a próxima safra”, afirmou.

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Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

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