Presidente Lula assina decreto que cria três unidades de conservação

Brasília – Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de assinatura de decreto criando três unidades de conservação na Amazônia Legal Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

Brasília – Depois de mais de um ano parada na Casa Civil, a criação da Reserva Extrativista (Resex) do Médio Xingu, no Pará, saiu do papel. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje (5) o decreto de criação da Resex e de outras duas unidades de conservação: a Reserva Extrativista de Ituxi e o Parque Nacional Manpiguari, ambos no Amazonas.

“A gente reclamou muito até conseguir a criação da reserva. Nossa população sofreu ameaças”, disse o líder comunitário Herculano Costa, lembrando que chegou a ser ameaçado de morte por setores contrários à criação da reserva na região do Médio Xingu.

Com a criação das novas reservas extrativistas, que somam cerca de 1 milhão de hectares, o governo pretende fechar o chamado “paredão verde” para conter o avanço do desmatamento na região. Os decretos foram assinados em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que a expansão das unidades de conservação na Amazônia responde aos críticos internacionais que contestam a soberania brasileira sobre a floresta. “Estamos mostrando que a Amazônia pertence aos brasileiros, às comunidades que vivem na região. Pertence ao povo brasileiro e às políticas de conservação”, defendeu.

Apesar de “ver com bons olhos” o avanço de unidades de conservação, o coordenador de áreas protegidas da organização não-governamental (ONG) WWF Brasil, Cláudio Maretti, criticou a demora do governo para analisar os processos e consolidar novas áreas de preservação.

“Há unidades que deveriam estar nesta lista e não foram criadas hoje, como, por exemplo, a Resex Renascer [no Pará], áreas na Mata Atlântica e mais uma lista enorme de áreas. A responsabilidade de fazer as coisas com cuidado é correta, mas a demora exagerada pode gerar prejuízos para conservação, emissões [de gases de efeito estufa] que geram mudanças climáticas e prejuízos às comunidades”, apontou.

Lula também assinou decreto que prorroga por tempo indeterminado a restrição para o corte ilegal de mogno na Amazônia e outro que cria um grupo de trabalho para acertar os detalhes de funcionamento do Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia, que deverá ser lançado daqui a 30 dias.

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Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

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