Governo assina contratos de R$ 2,7 bilhões para obras do PAC em 12 estados

Antônio Cruz/ABr

Bras�lia - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega para cerimônia de assinatura de ordens de serviço para a execução de obras de saneamento e habitação de interesse social, inclu�das no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Brasília – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega para cerimônia de assinatura de ordens de serviço para a execução de obras de saneamento e habitação de interesse social, incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje (6) contratos e ordens de serviço, no valor de R$ 2,7 bilhões com 12 governadores para a execução de obras de saneamento básico e de urbanização nas capitais e regiões metropolitanas. Os recursos fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Do total dos recursos contratados, R$ 1,4 bilhão servirão para a construção do metrô de Fortaleza e obras de habitação em sete estados e no Distrito Federal. Já as ordens de serviço chegam a R$ 1,3 bilhão, e dão início a obras de saneamento básico em 10 estados e no Distrito Federal.

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), que discursou em nome dos demais governadores, disse que a parceria entre os governos estaduais e o federal deve atender as populações mais humildes.

Arruda disse que concorda com a visão do governo de que o PAC é um projeto suprapartidário, e brincou afirmando que o programa permite que “um torcedor do Santos fale em uma festa desse corinthiano [Corinthians, time do presidente]”.

Em seu discurso, o presidente Lula reclamou da lei eleitoral, que proíbe a assinatura de contratos para obras em estados e municípios em período de eleições.

“Você tem o dinheiro, a necessidade, as pessoas que precisam, e pelo falso moralismo desse país, se parte do pressuposto que um presidente ou um governador assinar um contrato com um prefeito é beneficiar o prefeito. É o lado podre da hipocrisia brasileira. Você pára um determinado tempo por causa de suspeição”, disse, ao lembrar que a partir de julho não poderá mais assinar os contratos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O presidente informou que a Caixa Econômica Federal (CEF) tem até o final do mês para liberar R$ 1,5 bilhão para as obras, e alertou os prefeitos e governadores para que viabilizem os projetos dentro desse prazo.

“Imagine um país que precise gerar emprego, renda, fazer ruas, imagine ficar três meses sem fazer nada porque o prefeito não veio aqui buscar o dinheiro”.

Lula afirmou que no ano que vem, como não há eleições, irá viajar o Brasil inaugurando as obras do PAC.

A ministra Dilma Rousseff também discursou. Ela firmou que o Brasil está atrasado em relação a serviços de saneamento e habitação, e que é preciso resgatar essa dívida histórica. Segundo ela, além de resolver a infra-estrutura é preciso também reduzir as desigualdades.

As obras do PAC serão realizadas no Amapá, no Acre, em Tocantins, no Ceará, no Espírito Santo, em Minas Gerais, na Paraíba, no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

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Morillo Carvalho e Yara Aquino
Repórteres da Agência Brasil

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