União entre segmentos de telecomunicações é caminho para crescer, diz associação

Costa do Sauípe (BA) – Para garantir a representatividade e os avanços do setor de telecomunicações é preciso unir os diversos segmentos que o compõem (telefonia fixa, móvel, internet), na avaliação de representantes da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) que participam do 52º painel da entidade, na Costa do Sauípe (BA).

Em conversa com jornalistas, o futuro presidente da associação, Antonio Carlos Valente, que comanda o grupo Telefônica, defendeu que é preciso “minimizar as divergências para construir a convergência”. “Nós precisamos dar ao setor o valor que ele tem, diante do governo e da área econômica”, completou o atual presidente da entidade, José Pauletti.

Em 2007, a receita operacional do setor bateu índices recordes, correspondentes a 6,2% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Apesar dos altos rendimentos, a associação acredita que o setor não recebe do governo e da própria sociedade o devido reconhecimento.

Valente reconheceu que os segmentos não conseguiram se unir nos últimos anos para defender os interesses do setor de telecomunicações. “A Telebrasil precisa desse reposicionamento, tornar a convergência um objetivo muito mais visível para a sociedade.”

Uma das bandeiras que deve mobilizar o setor, acredita Valente, é a questão tributária. Os empresários do setor reclamam da grande carga de impostos e pedem desonerações. Só as operadoras de serviços de telefonia arrecadaram, em 2007, R$ 37,3 bilhões em tributos, o que equivale a 42% sobre o valor da tarifa.

Foram arrecadados R$ 23,8 bilhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre serviços de comunicações no último ano. Valente e Pauletti acreditam que o momento atual, em que se discute a reforma tributária, é o ideal para a união do setor.

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Amanda Cieglinski
Enviada especial

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