Resumo dos Jornais de Hoje – 09 de junho de 2008

09/06/2008

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
Valor Econômico
Estado de Minas
Outros Jornais
Revistas
 

 

JORNAL DO BRASIL

– Projeto endurece punição no trânsito

 

– O Comitê Nacional de Mobilização pela Saúde, Segurança e Paz no Trânsito, criado pelo Ministério das Cidades, já tem prontas para enviar ao Congresso propostas destinadas a diminuir o número de acidentes no trânsito e frear a impunidade. Ontem o JB mostrou que, para cada 687 vítimas, apenas um processo é instaurado. O projeto de revisão do Código de Trânsito prevê penas severas para motoristas que ultrapassem em 50km/h o limite permitido, exige aulas de auto-escola também à noite e nas estradas e corrige valores de multas. Além disso, aumenta a punição para motoristas que forem pegos alcoolizados. (pág. 1 e Cidade, pág. A11)

 

– Empresários querem que o Congresso aprove regulamentação das atividades das agências reguladoras diante da denúncia de que o governo atropelou a Agência Nacional de Aviação Civil para acelerar a venda da Varig. Na quarta, a ex-diretora da autarquia depõe no Senado. (pág.1 e País, págs. A3 e A4)

 

– O presidente Lula sanciona hoje modificação do Código Penal que apressa o rito do tribunal do júri. Entre as mudanças, aprovadas na esteira do caso Isabella, está a determinação para que a instrução e o julgamento dos processo sejam feitos em uma só audiência. (págs. 1 e A5)

 

FOLHA DE SÃO PAULO

– Governo federal repassa mais verba a prefeitos aliados

 

– Prefeituras aliadas ao governo Lula receberam mais verbas para obras. A análise de convênios feitos desde 2005 com os 100 municípios mais populosos, informam Silvio Navarro e Ranier Bragon, mostra que a média de repasses por habitante foi de R$ 80 para prefeituras governistas. As da oposição obtiveram R$ 42. Das 30 cidades que mais ganharam recursos per capita, 28 são governadas por siglas da base de Lula. Destas, 13 têm prefeito petista. “Se você é do PT, tem recurso, se não é, um abraço”, diz o peemedebista Rubens Furlan, prefeito de Barueri, município paulista que não registra nenhum centavo em convênio federal. A líder no repasse de verbas, com R$ 626,90 per capita, é Boa Vista (RR), governada pelo PSB. Dos 30 prefeitos mais contemplados, 21 buscam a reeleição. Governo federal e prefeitos ouvidos negam critério partidário. Bons projetos e especificidades de cada ministério, afirmam, levaram ao resultado. (págs. 1, A4 e A5)

 

– O Estado não pode se encolher diante do ponto a que chegou na proteção ambiental. Movimentos retrógrados recebem acenos de flexibilizações, mas a sociedade restringe esses acordos. O poder público não consegue usar seu capital político para seguir o pique da sociedade. O Estado cresceu, mas não amadureceu. O país tem de buscar um crescimento econômico cuja concepção já contenha a conservação ambiental. (pág. 1 e Marina Silva, pág. A2)

 

– Governistas vão estender ao máximo as audiências com 11 depoentes na Comissão de Infra-Estrutura do Senado para evitar que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) tenha de depor sobre a Varig. Ela é acusada de fazer pressão para que o comprador da Varig não herdasse as suas dívidas. O ex-procurador da Fazenda Manoel Felipe Brandão, contrário à venda, diz que sofreu forte resistência contra a sua posição. (págs. 1 e B8)

 

O ESTADO DE SÃO PAULO

– Petróleo vai render R$ 30 bi por ano ao País

 

– Com os novos campos ainda em produção inicial, o setor petrolífero vai render no curto prazo no mínimo R$ 30 bilhões anuais para União, Estados e municípios. Essas receitas com royalties e participações especiais (taxa cobrada nas áreas mais produtivas) não levam em conta todo o potencial do megacampo de Tupi. Em 2007, a Petrobrás pagou R$ 14 bilhões em royalties e participações especiais – só uma parte do total de R$ 80,1 bilhões em tributos recolhidos pela estatal, o que equivale a 10% de toda a carga tributária nacional. O aumento com as receita deve ser ainda mais expressivo nos próximos anos, pois as reservas estimadas nas áreas descobertas na Bacia de Santos são três vezes maiores que o volume atual do País. De olho nessa mina de ouro, o governo já estuda mudanças nos critérios de cobrança e divisão dos royalties. O alvo é ampliar o número de campos de petróleo que pagam as chamadas participações especiais – hoje apenas 14 de um total de 74 áreas. A Agência Nacional de Petróleo pretende ainda criar uma faixa de alíquota mais alta e elevar a parcela que fica com a União, em detrimento de Estados e municípios. (págs. 1 e B5)

 

– Partidos da oposição querem aumentar a pressão para que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, preste esclarecimentos no caso da Varig. Os oposicionistas se reúnem com senadores independentes da base aliada amanhã, véspera da reunião da Comissão de Infra-Estrutura do Senado. Na sessão, serão ouvidos ex-diretores da Agência Nacional de Aviação Civil, inclusive Denise Abreu, que denunciou ao Estado a interferência da ministra Dilma na venda da VarigLog. (págs. 1 e B3)

 

– O Brasil protestará contra qualquer proposta que discrimine brasileiros viajando na Europa e já deixou clara essa posição à União Européia (UE). O presidente da França, Nicolas Sarkozy, que no mês que vem assume a presidência da UE, propôs o endurecimento das leis de imigração. (págs. 1 e A12)

 

O GLOBO

– Bicho pagava propina até a delegacias, diz relatório

 

– Informações do pen drive apreendido com o bicheiro Rogério Andrade, preso em 2006, revelam que a cúpula da contravenção pagou propinas até para policiais da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco), encarregada de investigar as máfias de caça-níqueis, jogo do bicho e bingos. De acordo com planilhas que constavam no pen drive, em poder da Polícia Federal, a previsão dos gastos da quadrilha com o mensalão pago a delegacias distritais e especializadas, além de batalhões da Polícia Militar, chegava a R$ 216 mil. (págs. 1 e 8)

 

– Cerca de 17 mil pessoas têm os telefones grampeados no Rio, embora haja autorização do Tribunal de Justiça para a interceptação de diálogos de menos de quatro mil aparelhos. Em geral, os grampos ilegais são feitos contra firmas, escritórios de advocacia e políticos, além de suspeitos de infidelidade conjugal e empresarial. O corregedor-geral do TJ, Luiz Zveiter, determinou a criação de um banco de dados para tentar organizar o monitoramento de telefones feito com autorização judicial. (págs. 1 e 9)

 

– Depois de perder o apoio do governador Sérgio Cabral (PMDB), o deputado Alessandro Molon corre o risco de ficar também sem a candidatura a prefeito do Rio pelo PT. A direção do partido negocia a retirada da candidatura do petista, num acordo com o PCdoB. Com aval do Planalto, a cúpula petista planeja apoiar no Rio a comunista Jandira Feghali. Em troca, o PCdoB retiraria a candidatura de Aldo Rebelo em São Paulo e apoiaria a petista Marta Suplicy. O presidente do PT, Ricardo Berzoini, admite que vai conversar com os aliados. Molon reagiu: “O Rio não pode ser moeda de troca”. (págs. 1 e 3)

 

GAZETA MERCANTIL

– Saúde gera venda e atrai produção de máquina

 

– A entrada de 3 milhões de vidas seguradas no sistema de saúde suplementar, após quase uma década de estagnação, somada à queda de 49% do dólar em relação ao real nos últimos quatro anos, foi suficiente para atrair a atenção dos maiores fabricantes mundiais de equipamentos médicos. A alemã Siemens, a norte-americana General Electric (GE), a holandesa Philips e a japonesa Toshiba viram suas vendas cresceram 35%, em média, no último ano, e a expectativa para 2008 é chegar a um crescimento de 20%. Só em diagnósticos por imagem o setor movimenta cerca de US$ 200 milhões por ano. Diante deste cenário, as gigantes mundiais se movimentam. A Siemens foi a primeira a instalar uma fábrica de raios X no Brasil. A GE acaba de anunciar a implantação da sua em Minas Gerais e a Philips optou pela aquisição de duas empresas locais, a VMI e a Dixtal. A Toshiba ainda avalia o mercado. “O potencial deste mercado é muito grande porque a maioria dos brasileiros ainda não tem acesso a sistemas de saúde”, diz o diretor-geral da divisão de diagnósticos por imagem da GE Healthcate, Marcos Del Corona. (págs. 1 e C10)

 

– Atiçada pelos altos preços da energia e das commodities, a inflação volta a ameaçar a economia global. Para Mariam Dayoub, estrategista-chefe da Arsenal Investimentos, “um choque de realidade”, na forma de taxas de juros mais elevadas, aumento da produção de alimentos e elevação nos depósitos compulsórios dos bancos deverá ajudar a controlar a inflação só em meados de 2009. Na economia brasileira, a pressão inflacionária está disseminada e os alimentos não estão mais sozinhos na trajetória de alta. Segundo analistas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, que será divulgado quarta-feira, apresentará variação de 0,50% a 0,67%. (págs. 1, A5 e A12)

 

CORREIO BRAZILIENSE

– Senado enfrenta epidemia de licenças médicas. (pág.1 e Tema do Dia, pág. 2)

 

– MP vai apurar denúncia sobre propinas – Procurador avisa que vai investigar esquema de extorsão denunciado por donos de funerárias. Secretaria de Assistência Social promete sindicância. (págs.1 e 6)

 

VALOR ECONÔMICO

– Gastos disparam nos Estados e municípios

 

– Governadores e prefeitos abriram os cofres nos primeiros quatro meses do ano e ampliaram os gastos muito acima da inflação. De janeiro a abril, as despesas não financeiras de Estados e municípios cresceram 14,5% em termos reais, em relação ao mesmo período de 2007, segundo cálculos de Fernando Montero, economista-chefe da corretora Convenção. A União foi mais comedida e suas despesas avançaram 4,5% reais. Se os governadores estão gastando à vontade após um primeiro ano de mandato austero, os prefeitos ampliaram muito as despesas em um ano eleitoral. Minas Gerais despendeu 22% mais – sem descontar a inflação – e a Bahia, 19,1%, mas estes índices elevados ficaram muito abaixo dos da prefeitura de São Paulo, que aumentou suas despesas primárias em 32,78% nominais. As despesas não financeiras da União evoluíram 9,4%. (págs. 1, A3 e A4)

 

– A concorrência entre os bancos derrubou os juros do crédito imobiliário. Mesmo com uma margem apertada, os bancos estão agressivos. Nos últimos três anos, o custo efetivo do financiamento teve queda de quase três pontos percentuais. Algumas instituições chegam a cobrir propostas dos concorrentes para conseguir contratos. Na faixa de imóveis acima de R$ 350 mil já foram registradas operações com taxas de 10% ao ano mais a variação da taxa referencial (TR), quando a média do mercado é de 12% mais TR. No segmento popular, abaixo dos R$ 130 mil, os juros caíram mais de um ponto percentual desde 2006, para 9% mais TR. A disputa acontece porque os bancos viram na habitação um grande filão de lucros e fidelização de clientes. (págs. 1 e C1)

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Fonte: http://www.radiobras.gov.br/sinopses.htm

 

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