Resumo dos Jornais de Hoje – 24 de junho de 2008

O Globo

País já prende por lei seca e Rio ainda nem fiscaliza

A nova lei de trânsito, que estabelece tolerância quase zero para motoristas embriagados, provocou a prisão de pelo menos 38 pessoas no fim de semana, em nove estados. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, outros 80 motoristas foram multados. Dados ainda não computados pela PRF indicam que o número de ocorrências é maior: só nas rodovias federais gaúchas houve 45 prisões com base na lei seca, que entrou em vigor sexta-feira. A punição para quem for flagrado dirigindo embriagado vai de multa até prisão.

No Rio, porém, não houve operações para coibir o uso de bebida alcoólica por motoristas. Ninguém foi multado. A PRF só tem sete bafômetros em uso nos 35 postos nas rodovias fluminense. Em Goiás, um estudante de 18 anos, que havia bebido, matou uma mulher e os dois filhos dela. No Paraná, um motorista bêbado invadiu um bar, matou uma criança de 3 anos e feriu mais sete pessoas. (págs. 1 e 3)

Mães pedem proteção a Lula

O presidente Lula e o governador Sérgio Cabral se reuniram ontem no Palácio Guanabara com as famílias dos três jovens do Morro da Providência mortos após serem entregues por militares a traficantes da Mineira. Os parentes pediram para integrar o Programa de Proteção à Testemunha e a completa retirada do Exército da favela. (págs. 1, 15 e Miriam Leitão)

Dos candidatos, só faltou Molon

A 15 dias do início da campanha eleitoral, o presidente Lula foi cortejado por três dos quatro pré-candidatos da base a prefeito: Marcelo Crivella (PRB), Jandira Feghali (PcdoB) e Eduardo Paes (PMDB). Só o petista Alessandro Molon não foi ao encontro, alegando compromissos prévios. Na Bayer, Lula comparou o otimismo no país ao da era JK. (págs. 1, 10 e editorial “Fábrica de votos”)

Lula in Rio

Duplo apoio vascaíno: O presidente Lula mostra uma camisa do Fluminense, com o governador Sérgio Cabral (à direita), no campo das Laranjeiras. O time chegou ontem a Quito. (págs. 1, 29 e 30)

Ipea: cai 7% a desigualdade de renda

Pesquisa do Ipea mostra que, no governo Lula, a desigualdade de renda (distância entre os que ganham mais e os que ganham menos) caiu 7% desde fins de 2002. A pesquisa, no entanto, é limitada a seis grandes regiões metropolitanas. (págs. 1, 19 e Merval Pereira)

BC: rombo em conta externa pode dobrar

As contas externas do país devem fechar o ano com déficit de US$ 21 bilhões, o pior desde 2001. A projeção anterior do BC – que já estava desatualizada – era de US$ 12 bilhões. Até maio, o valor acumulado chega a US$ 14,7 bilhões. As multinacionais continuam mandando remessas de lucros e dividendos para suas matrizes, o que agrava o déficit brasileiro. (págs. 1 e 17)

Fraude no INSS leva 31 à cadeia no RJ e no ES

A Polícia Federal prendeu 31 suspeitos de fraudar a concessão de benefícios do INSS para obter votos e vantagens no Rio e no Espírito Santo. Entre os presos, há três vereadores. O rombo nos cofres públicos passa de R$ 11 milhões. (págs. 1 e 9)

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Folha de S. Paulo

Lula e Teixeira se reuniram seis vezes, admite Planalto

A Presidência reconheceu que Roberto Teixeira esteve ao menos seis vezes no Planlato com o presidente Lula da Silva, seu compadre, desde 2006, em encontros não registrados na agenda pública de Lula. O advogado é acusado de influir na aprovação da venda da VarigLog ao fundo Martlin Patterson e a três sócios brasileiros, em junho de 2006. Teixeira dissera não ter falado com Lula no período em que o negócio foi fechado e ter estado com ele “raramente” após a eleição. Ao menos dois encontros estão ligados à venda da VarigLog. Teixeira foi ao Planalto como os novos donos da Varig em dezembro de 2006 e em março de 2007, esteve lá com os proprietários da Gol, compradora da varig. A assessoria de Teixeira confirma os encontros e diz que a maioria foi de “cortesia”. O Planalto disse não divulgar todos os compormissos do presidente. (págs 1 e Dinheiro)

Em São Bernardo do Campo (SP), empresa de filho do presidente usa imovel de Teixeira. (págs 1 e B4)

Desmate na Amazônia está maior neste ano, diz Minc

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse em sabatina da Folha que contrariando tendência dos últimos anos, o desmatamento na Amazônia avançou em 2007 e 2008 e deve atingir 14 mil². Está acima do ano passado, mas abaixo da média histórica. Para Minc é injusto “demonizar o agronegócio”. Segundo ele,12,6 mil cabeças de gado criadas ilegalmente já foram apreendidas no PA e em RO. (págs 1 e A10)

42 são presos no país por dirigir após beber

Pelo menos 42 pessoas foram presas e multadas no país por dirigir após beber entre sexta-feira e domingo, conforme a lei que determinou tolerância zero no uso de álcool pelos motoristas. Outras 42 foram autuadas nas rodovias federais por exibir algum teor de álcool no sangue. A Ordem dos Advogados do Brasil vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a lei. (págs 1 e C1)

Preço da carne em, São Paulo aumenta 27% em 12 meses

O preço que os consumidores de São Paulo pagam pela carne bovina subiu 27% nos últimos 12 meses ante uma inflação de 5,4% no mesmo período, segundo a Fipe. A alta reflete o aumento na arroba do boi gordo, que foi de 63% em um ano. Segundo pecuaristas oferta menor de gado e consumo interno crescente estão entre os fatores que puxaram os preços para cima. Para o setor não há previsão para o final do ciclo de alta. (págs 1 e B14)

Após Alckmin ser indicado, Kassab mantém tucanos na administração

Um dia após o anúncio oficial de Geraldo Alckmin como candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, tucanos foram convidados a continuar na administração do prefeito Gilberto Kassab (DEM). O secretário Andrea Matarazzo disse a pelo menos 18 subprefeitos tucanos que Kassab quer mantê-los. O prefeito confirmou Alda Marco Antonio (PMDB) ligada a Orestes Quércia, como vice de sua chapa. (págs 1 e A4)

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O Estado de S. Paulo

Previsão para o déficit externo já chega a US$ 21 bi

O Banco Central elevou de US$ 12 bilhões para US$ 21 bilhões a previsão de déficit nas contas externas brasileiras em 2008. A revisão reflete a crescente diferença entre o total dos dólares que saem do País e o dos que entram. O déficit acumulado até maio ficou em US$ 14,7 bilhões, em tendência provocada pela taxa de câmbio. Com o dólar barato, fica mais fácil importar e mais difícil exportar.

O diretor do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, disse que o déficit será compensado pelos investimentos diretos de empresas estrangeiras empenhadas em ampliar suas atividades no País. Pelos cálculos oficiais, esses investimentos deverão somar US$ 35 bilhões até o fim do ano.

Estudo da consultoria KPMG prevê que nos próximos cinco anos o Brasil será o sexto destino preferido de investimentos das multinacionais, superando economias tradicionais como Alemanha, Japão e França. (Págs. 1, B1 e B3)

Cai desigualdade entre os salários

Nos últimos cinco anos, caiu um pouco a distância entre os mais altos e os mais baixos salários pagos no País, segundo estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em 2003, os rendimentos mais altos eram 27,3 vezes maiores do que os mais baixos; em 2007, a relação caiu para 23,5 vezes. O presidente do Ipea, Márcio Pochmann, atribui a redução à política de reajuste real do salário mínimo e à transferência de renda promovida por benefícios assistenciais. (Págs. 1 e B6)

Unesco dá nota baixa para o ensino brasileiro

Pesquisa de laboratório ligado à Unesco com alunos de 3ª a 6ª séries, em leitura e matemática, mostra que o Brasil partilha de má qualidade educacional da maioria dos 16 países latino-americanos pesquisados. (Págs. 1 e A16)

Festas Juninas: Congresso vazio

O Senado já liberou seus membros para as festas juninas. Na Câmara, o presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP) enviou telegrama, convocou sessão no plenário e avisou que haverá desconto no salário do deputado que faltar às sessões de hoje, amanhã e quinta-feira. (Págs. 1 e A6)

Produtividade dos juízes ganha ranking

O primeiro Quadro de Produtividade dos Juízes Brasileiros, que será divulgado hoje, já provoca polêmica, informa Sonia Racy. Há temor de que, ao comparar realidades diferentes de trabalho nos Estados, sejam cometidas injustiças, Magistrados falam em recorrer à Justiça caso se sintam prejudicados. (Págs. 1 e D2)

MP Investiga esquema de proteção a prostíbulo

Escutas telefônicas indicam que uma rede formada por fiscais da Prefeitura, policiais e assessores políticos protegia a casa noturna W. E., de São Paulo. O Ministério Público vai investigar o esquema de apoio ao estabelecimento, prostíbulo de luxo supostamente usado como centro operacional por quadrilha que lavava dinheiro. (Págs. 1 e C4)

Notas e Informações – A melhor solução para o PSDB

Embora os fatos não confirmem o discurso de que a divergência acabou, é inegável que o PSDB chegou à melhor solução ao evitar na convenção a disputa entre kassabistas e alckmistas. (Págs. 1 e A3)

Atraso Biotecnológico

Reginaldo Minaré: O Executivo muito contribui para o atraso da biotecnologia brasileira. (Págs. 1 e A2)

Hospitais falham em tratamento de tuberculose

Cerca de 30% dos casos de tuberculose nas grandes cidades brasileiras só são detectados quando o estado do paciente se agrava. Mesmo muitos dos hospitais não estão preparados para atendê-los (Págs. 1 e A18)

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Jornal do Brasil

Cai desigualdade de salários

Está 7% menor a diferença entre a renda de ricos e pobres do Brasil, se comparados os índices de desigualdade de 2002 e de hoje, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os salários menores subiram quatro vezes na comparação com a faixa de renda mais alta. O presidente do Ipea, Márcio Pochamann, atribuiu o resultado ao crescimento da economia, ao aumento do salário mínimo e a programas sociais como o Bolsa Família. Mas observou que o Brasil está longe de ser um país menos injusto. (Págs. 1 e Economia A17)

Mãe da Providência: ‘Lula não pode fazer nada por mim’

O encontro das mães dos três jovens entregues por militares do Exército a traficantes com o presidente Lula, ontem, pouco as aliviou. “Ele não pode fazer nada por mim. Só quero justiça”, desabafou uma delas, Lilian Gonzaga. O juiz Sidney Rosa da Silva, do 3º Tribunal do Júri do Rio, deu-se por incompetente para julgar o crime. (Págs. 1, Cidade A10)

Nova lei do trânsito pára na fiscalização

A Polícia Militar do Rio ainda não tem operação de fiscalização prevista para a aplicação das novas regras no trânsito. Também faltam bafômetros. A nova lei considera infração gravíssima dirigir com qualquer quantidade de álcool. (Págs. 1 e Cidade A13)

BC prevê déficit maior este ano

O Banco Central prevê um déficit nas contas externas ainda maior este ano: US$ 21 bilhões, contra US$ 12 bilhões estimados antes. O resultado significa mais vulnerabilidade do país frente a turbulências internacionais. Investimentos estrangeiros cobrirão o saldo negativo. (Págs. 1 e Economia A19 )

Fim do inquérito divide opiniões

Policiais federais propõem o fim do inquérito policial. Para os agentes, além de desnecessário e ultrapassado, interfere de forma prejudicial na investigação por burocratizar o trabalho. Delegados defendem a permanência e querem que o processo seja apenas modernizado. (Págs. 1 e A6)

No mundo da Lua

RECESSO: Com o Congresso esvaziado pelas festas juninas, a filmagem de um curta-metragem de ficção científica “ambientado em Brasília” atraiu as atenções de turistas. Teve até astronauta descendo a rampa. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Bebida ao Volante

O crime – Motorista do Palio que capotou na BR-020 e matou
três irmãos estava bêbado e vai responder por homicídio
doloso. Nenhum passageiro usava cinto de segurança

O Castigo – Flagrados em blitzes do Detran, 16 motoristas do DF
foram autuados por embriaguez e dois deles acabaram na
cadeia. Nas vias federais, tolerância zero prendeu 30. (Págs. 1 e 27)

Renda dos pobres cresce mais que a dos ricos

Levantamento do Ipea revela que, graças ao Bolsa Família e à política de valorização do salário mínimo, a renda média dos brasileiros mais pobres cresceu 22%, enquanto a dos ricos avançou apenas 4,9% nos últimos cinco anos. (Págs. 1 e 17)

Senado vai emendar festa, férias e eleições

Senadores saíram para as festas juninas e não voltam tão cedo a Brasília. Puladas as fogueiras de São João, eles vão emendar com o recesso parlamentar e, depois dele, continuarão nas bases se dedicando às eleições municipais. As faltas serão abonadas e os salários, pagos. (Tema do dia, págs, 1, 2 e 3)

Cooperativas Habitacionais na Mira da Polícia. (Págs. 1 , 25 e 26)


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Valor Econômico

Indústria tem 1º déficit comercial em seis anos

O saldo comercial de indústria de transformação teve uma brutal reversão de um superávit de US$ 6,2 bilhões nos primeiros cinco meses de 2007 passou a um déficit de de US$ 3,5 bilhões no mesmo preríodo deste ano. A perda é de quase US$ 10 bilhões e representa o primeiro déficit no comércio exterior da indústria após seis anos de saldos positivos, com ápice em 2005, quando o superávit chegou a US$ 23 bilhões, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento. Três setores causaram os maiores rombos na balança da indústria; mecãnica. química e materila eletrônico e de comunicações.

Nos dois últimos segmentos, o déficit superou US$ 5 bilhões nos primeiros cinco meses do ano. Governo e analistas privados já prevêem que o déficit – ainda restrito à indústria – será a marca do comércio exterior em 2009. Para alguns, as importações deverão deverão superar as exportações a partir do ano que vem, gerando o primeiro déficit geral na balança comercial de 2001. Estudo do Ministério do Desenvolvimento, ainda sob sigilo, alerta que o ritmo da corrente de comercio brasileira com o exterior pode levar a um déficit de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões em 2009. O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior Brasileiro, José Augusto Castro, concorda: “Mesmo que se reproduza mais, não temos como escoar a produção. Vamos ter déficit em 2009”.

Para o governo, a situação é conjuntural, porque as empresas não conseguem atender o mercado interno e recorrem a importações. Segundo Welber Barral, secretário de Comércio Exterior, as importações robustas suprem parte da demanda, já que a indústria nacional opera perto do limite da capacidade instalada.”Se não houvesse esse volume expressivo de importação , teríamos certamente inflação de demanda”, disse. A indústria não concorda e reclama que perdeu competitividade por conta da valorização do real. Para economistas, o problema é estrutural e a mudança na pauta exportadora do país nos últimos anos não foi tão profunda quanto se imaginava. (págs 1 , A3 e A4)

Redução de desigualdades

A desiguladade entre os rendimentos dos trabalhadores brasileiros caiu quase 7% desde 2002. O Índice Gini da renda do trabalho, diferença entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres – que varia de 0 a 1 (maior desigualdade) – ficou em 0,505 no 1º trimestre. (pág 1 e A2)

Inflação à mesa

A inflação dos alimentos já chegou ao “prato feito” dos restaurantes populares dos centros das grandes cidades. Em São Paulo, a associação do setor estima que o preço médio do “comercial” subiu 15% este ano. (pág 1 e B4)

Disputa pelas capitais foge da polarização

O cenário que surge das convenções municipais é o de uma grande pulverização de candidatos com chances reais de vitória em boa parte das capitais, segundo as pesquisas. Importantes colégios eleitorais como Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador têm pelo menos cinco candidaturas com iguais possibilidades de vencerem nas urnas. A dispersão da base governinsta marca a disputa – há quatro candidatos seus no Rio, por exemplo. Em Salvador serão três palanques de partidos que rasgam elogios ao governo. Em Porto Alegre, há três candidatos de base que podem se eleger: o prefeito José Fogaça (PMDB) e as deputadas federais Maria do Rosário (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB). (págs 1 e A12)

No limite

Aumento do ritmo da atividade na cadeia automotiva já traz preocupações às montadoras com a capacidade de produção dos pequenos e médios fornecedores. (págs 1 e B6)

Indústria tem 1º déficit comercial em seis anos

O saldo comercial da indústria de transformação teve uma brutal reversão: de um superávit de US$ 6,2 bilhões nos primeiros cinco meses de 2007 passou a um déficit de US$ 3,5 bilhões no mesmo período deste ano. A perda é de quase US$ 10 bilhões e representa o primeiro déficit no comércio exterior da indústria após seis anos de saldos positivos, com ápice em 2005, quando o superávit chegou a US$ 23 bilhões, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento.

Três setores causaram os maiores rombos na balança da indústria: mecânica, química e material eletrônico e de comunicações. Nos dois últimos segmentos, o déficit superou US$ 5 bilhões nos primeiros cinco meses do ano.

Governo e analistas privados já prevêem que o déficit – ainda restrito à indústria – será a marca do comércio exterior em 2009. Para alguns, as importações deverão superar as exportações a partir do ano que vem, gerando o primeiro déficit geral na balança comercial desde 2001. Estudo do Ministério do Desenvolvimento, ainda sob sigilo, alerta que o ritmo da corrente de comércio brasileira com o exterior pode levar a um déficit de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões em 2009. O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior Brasileiro, José Augusto Castro, concorda: “Mesmo que se produza mais, não temos como escoar a produção. Vamos ter déficit em 2009”.

Para o governo, a situação é conjuntural, porque as empresas não conseguem atender o mercado interno e recorrem a importações. Segundo Welber Barral, secretário de Comércio Exterior, as importações robustas suprem parte da demanda, já que a indústria nacional opera perto do limite da capacidade instalada. “Se não houvesse esse volume expressivo de importação, teríamos certamente inflação de demanda”, disse. A indústria não concorda e reclama que perdeu competitividade por conta da valorização do real. Para economistas, o problema é estrutural e a mudança na pauta exportadora do país nos últimos anos não foi tão profunda quanto se imaginava. (Págs. 1, A3 e A4)

Idéias: Raymundo Costa

Convenções municipais mostram erros do Planalto. (Págs. 1 e A8)

Redução de desigualdades

A desigualdade entre os rendimentos dos trabalhadores brasileiros caiu quase 7% desde 2002. O índice Gini da renda do trabalho, diferença entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres – que varia de 0 a 1 (maior desigualdade) – ficou em 0,505 no 1º trimestre. (Págs. 1 e A2)

Inflação à mesa

A inflação dos alimentos já chegou ao “prato feito” dos restaurantes populares dos centros das grandes cidades. Em São Paulo, a associação do setor estima que o preço médio do “comercial” subiu 15% este ano. (Págs. 1 e B4)

Fretes aéreos decolam

O impacto da escalada do petróleo nos preços do querosene de aviação já afeta os custos das empresas de logística, que quando possível optam pelo modal rodoviário ou reajustam os preços internacionais. (Págs. 1 e B1)

Escrever 27 cartas, pena para Lembo

Quando um aluno faz algo errado, algumas professoras enérgicas o obrigam a escrever inúmeras vezes na lousa que não irá repetir o erro. Foi mais ou menos essa a tarefa imposta pela Comissão de Valores Mobiliários ao ex-governador Cláudio Lembo. Em 2006, Lembo falou antes da hora que São Paulo iria cancelar a oferta de ações da Nossa Caixa. Como castigo, aceitou escrever cartas a todos os governadores, alertando para a importância de seguir as regras da CVM em relação às companhias abertas estatais.

O termo de compromisso fechado entre Lembo e a CVM é inusitado, por envolver um ex-chefe do Executivo e por seu teor. Além de ter de escrever as cartas, ele se comprometeu a dar publicidade ao acordo, atendendo a todas as demandas da imprensa. (Págs. 1 e D1)

Disputa pelas capitais foge da polarização

O cenário que surge das convenções municipais é o de uma grande pulverização de candidatos com chances reais de vitória em boa parte das capitais. Importantes colégios eleitorais como Rio, Porto Alegre e Salvador têm pelo menos quatro candidaturas com possibilidades de vencer nas urnas.

A dispersão da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva marca a disputa – há seis candidatos seus no Rio, por exemplo. Em Salvador, serão três palanques de partidos que rasgam elogios ao governo. Em Porto Alegre, há três candidatos da base que podem se eleger: o prefeito José Fogaça (PMDB) e as deputadas federais Maria do Rosário (PT) e Manuela D’Ávila (PDdoB).(Págs. 1 e A12)

No limite

Aumento do ritmo de atividade na cadeia automotiva já traz preocupações às montadoras com a capacidade de produção dos pequenos e médios fornecedores. (Págs. 1 e B6)

Investimentos da Bayer

A Bayer vai investir £ 100 milhões no Brasil até o fim de 2009, em suas unidades de Socorro e Cancioneiro, no Estado de São Paulo, e em Belford Roxo, no Rio. No total, incluídos aportes dos parceiros, só a fábrica fluminense deverá receber quase £ 100 milhões. (Págs. 1 e B7)

Minério de ferro

Após meses de negociação, Rio Tinto e BHP Billiton fecharam acordo com a Baosteel, maior siderúrgica chinesa, para um reajuste de 85% no preço do minério de ferro. O acordo supera o reajuste obtido pela Vale. (Págs. 1 e B9)

Idéias: Delfim Netto

Documento do Banco Mundial relativiza a utilidade das receitas fáceis para o desenvolvimento. (Págs. 1 e A2)

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Gazeta Mercantil

Marfrig compra 15 fábricas e amplia presença no exterior

O frigorífico Marfrig anunciou ontem a aquisição de 15 fábricas do Grupo OSI, dos EUA, sendo quatro no Brasil e 11 na Europa, além de parceria de fornecimento com a empresa que será sua sócia. O negócio é de US$ 680 milhões, sendo US$ 280 milhões em ações, que hoje equivalem a 8% do capital da brasileira. No futuro, a parceria pode levar a uma fatia maior do OSI no Marfrig ou novas compras da brasileira no grupo, que ficou com 60 fábricas em 27 países.

As indústrias adquiridas faturaram US$ 2 bilhões em 2007. O faturamento do Marfrig será ainda beneficiado pela venda de
produtos às outras plantas do OSI, operação que a empresa não revela o impacto sobre seu faturamento, estimado em R$ 6,5 bilhões em 2008 antes das compras.

A aquisição significa a expansão do Marfrig em aves (de 16% para 38% do faturamento) e na Europa (tinha duas tradings e uma unidade industrial). “É possivelmente o passo mais importante do Marfrig para se consolidar no mercado mundial de alimentos”, diz Ricardo Florence, diretor de RI do grupo. (Págs. 1 e C10 )

BC eleva em 85% previsão de déficit externo em 2008

O Banco Central (BC) apurou resultado negativo de US$ 649 milhões em conta corrente no mês de maio, valor que superou o déficit de US$ 151 milhões registrado no mesmo mês em 2007. A piora no desempenho levou o BC a elevar a projeção do déficit em transações correntes de US$ 12 bilhões para US$ 21 bilhões em 2008, cifra que corresponde a 1,49% do Produto Interno Bruto.

Para o chefe do Departamento Econômico do BC (Depec), Altamir Lopes, os investimentos estrangeiros diretos (IED) financiarão o déficit. E aposta em acomodação das transações correntes ao longo
do ano devido a um arrefecimento das remessas de lucros e dividendos. (Págs. 1 e A5)

Indústria

Bayer investe R$ 255 milhões no Brasil, diz Wenning. (Págs. 1 e C6)

Renda desigual

Índice de Gini cai 7% entre trabalhadores. (Págs. 1 e A4)

Reforma tributária empacada

Além da falta de quórum, o debate em torno da reforma tributária é retardado pelas disputas em torno da criação da CSS. A oposição
diz que lutará contra qualquer proposta que aumente a carga tributária. (Págs. 1 e A7)

Política para o lixo

A importância de uma política de resíduos sólidos será defendida no Congresso em julho. Para o deputado federal Arnaldo Jardim
(PPS/ SP), isso é crucial para estimular o reúso de material descartado. (Págs. 1 e Investnews.com.br)

Opinião: Maria Fernanda Teixeira

O Brasil tem um longo caminho a seguir para atrair, como ocorreu com outros países, empresas de serviços com o objetivo de exportar. (Págs. 1 e A3)

Opinião: Augusto Nunes

Foi o comandante supremo das Forças Armadas o responsável pela seqüência de equívocos que desembocou na chacina no Rio de Janeiro. (Págs. 1 e A7)

Saneamento exige 5 PACs em investimentos

Levantamento realizado pelo Instituto Trata Brasil mostra que a universalização dos serviços de saneamento básico no Brasil exigirá investimentos da ordem de R$ 220 bilhões, o equivalente a cinco Programas de Aceleração do Crescimento (PACs). (Págs. 1 e C1)

Floresta atrai fundo do Canadá

O fundo canadense Ontário Teachers Pension comprou do Grupo Zugman, no Paraná e Santa Catarina, 15 mil hectares de florestas de pínus e mais de 23 mil hectares de terras por US$ 200 milhões, segundo fontes do mercado. A operação foi assessorada pela Silviconsult, empresa de consultoria em negócios florestais, e segue uma onda de investimentos de fundos de pensão internacionais em um
setor em que há perspectiva de falta de matéria-prima e demanda reprimida.

Esse é mais um negócio do gênero. O Grupo Batisttella e a Norske Skog também venderam parte de suas florestas. Segundo Jefferson Mendes, diretor da Silviconsult, “vender é uma estratégia para
capitalização e permitir investimentos na indústria sem abrir mão do fornecimento da matéria-prima florestal”. (Págs. 1 e C10)

Métodos mais rápidos que a Justiça ganham força

Métodos alternativos à Justiça ganham cada vez mais força no Brasil, em especial porque o Judiciário já reconhece a validade das decisões arbitrais e dos acordos feitos por meio da mediação e conciliação. Mas os advogados alertam que, nos casos dos acordos, obter uma homologação da Justiça ou de uma câmara arbitral pode evitar grandes dores de cabeça no futuro, como um processo judicial. Com a homologação, as partes não podem questionar o acordo.

Uma das vantagens dos métodos alternativos é a rapidez na resolução dos conflitos. Em média, na arbitragem são necessários seis meses para se ter uma decisão final. Na mediação, em seis semanas um acordo pode ser fechado e na conciliação, com apenas dois encontros,
pode-se fechar um acordo. No Judiciário, um processo leva em média dez anos.

Segundo a Secretaria da Reforma do Judiciário, entre 35% e 50% dos casos de mediação terminam em acordo no Brasil. Levando-se em conta apenas os que chegam a escritórios particulares, o número sobe para 65%. Ainda é menos do que os 80% de resoluções positivas nos Estados Unidos, segundo a American Arbitration Association (AAA). (Págs. 1 e A10)

Ousadia

Para o presidente da Anbid, Alfredo Setúbal, o bom momento do país, com dois selos de grau de investimento, abre espaço para operações ousadas por parte de empresários como Eike Batista. (Pags. 1 e B1)

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Estado de Minas

Encha o tanque sem esvaziar o bolso

Safra da cana barateou os combustíveis, mas variação de preço no litro da gasolina em BH é de quase R$ 0,50, num raio de seis quilômetros, como entre postos nas avenidas Nossa Senhora do Carmo (E) e Andradas (D). Em 50 litros, a economia é de cerca de R$ 25. Dá para ganhar um tanque em cada quatro.(Págs. 1 e 14)

País menos desigual

Graças à maior alta dos rendimentos dos mais pobres (22%) frente à dos mais ricos (4,9%), entre 2003 e 2007, a desigualdade social no Brasil caiu 7%, segundo pesquisa do Ipea. (Págs. 1, 15 e editorial na 6)

Preços

Mercado projeta inflação acima de 6% este ano.(Págs. 1 e 13)

Fraudes em Família

Quatro pessoas da mesma família, já presas, controlavam nove empreiteiras envolvidas no esquema de desvio de verba em prefeituras mineiras estourado pela PF semana passada. (Págs. 1, 3 a 5)

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Jornal do Commercio

Ainda tem muito forró. (Pág. 1)


Lula recebe mães de jovens mortos por culpa de militares. (Pág. 1)


Presidente compara crescimento do Brasil com os anos JK. (Pág. 1)


País tenta ampliar nos Estados Unidos vôos para o Nordeste. (Pág. 1)

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