Funcionários da Infraero podem decidir cruzar os braços a partir do dia 15

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

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São Paulo – Os funcionários da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) realizam na manhã de hoje (4) assembléia no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro. Essa é a última etapa de encontros que a categoria vem realizando no país desde o dia 2, para definir se paralisa as atividades a partir do dia 15.

De acordo com Francisco Lemos, presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, a greve será um protesto contra as medidas que viriam reduzir o poder de compra dos funcionários. Entre as medidas estão o aumento da parcela descontada dos trabalhadores nos benefícios concedidos como auxílios alimentação, saúde e transporte e a redução do percentual de cálculo de horas extras aos sábados, domingos e feriados, que passou de de 100% para 60%. “Isso fere direitos obtidos em acordos coletivos”, afirmou Lemos.

O movimento também será uma forma de tentar elevar as correções salariais. “A empresa está oferecendo reajuste de apenas 0,4%, enquanto nós do sindicato defendemos pelo menos a reposição da inflação em 13% “, disse Lemos.

Dos 11.500 servidores contratados em regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), 4 mil estão lotados nos terminais aéreos de São Paulo (Cumbica, Congonhas, Viracopos e Campo de Marte).

Para Francisco Lemos não há outra alternativa a não ser indicar a greve, porque “a Infraero sentou-se à mesa de negociações com um proposta fechada que não atende aos anseios dos trabalhadores”. A assessoria de imprensa da Infraero negou que a empresa tenha encerrado o diálogo com os representantes dos funcionários e informou que têm sido feito esforços para atender as reivindicações.

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