Lobão informa que governo estuda participação da iniciativa privada na construção de usinas nucleares

Rio de Janeiro – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, admitiu hoje (10) que o governo federal está estudando a possibilidade de que empresas da iniciativa privada venham a participar, em sociedade com a Eletronuclear, das quatro usinas nucleares, que o país pretende construir até 2030.

O ministro afastou, no entanto, a possibilidade da presença da iniciativa privada em sociedade na usina de Angra 3 e afirmou que a Eletronuclear terá participação majoritária nas unidades nucleares a serem construídas depois dela.

“Angra 3 nós vamos manter com a Eletronuclear [do grupo Eletrobrás]. Com relação às demais usinas, que vieram a ser construídas, nós ainda estamos estudando, avaliando a possibilidade da participação da iniciativa privada – isto deverá ocorrer, mas permanecendo a Eletrobrás como acionista majoritária”, disse o ministro.

Lobão adiantou que para que isto venha a ocorrer, o governo federal realizaria leilões para definir as empresas.  “Nós já temos feito isso com as usinas  hidrelétricas, as térmicas, as eólicas e as movidas a biomassa. Então, por que não fazer o mesmo com a energia nuclear?”, questionou o ministro.

Edison Lobão confirmou para 1o de setembro o início das obras de construção da usina nuclear de Angra 3, no litoral sul fluminense, e que a licença de instalação da unidade deverá ser concedida pelo Ministério do Meio Ambiente até o final deste mês.

“Eu venho conversando com freqüência com o Minc [Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente]. Uma, duas, três vezes por semana, e ele me garantiu que emitirá a licença de instalação ainda este mês, de modo que nós poderemos começar a construção de Angra 3 no começo de setembro”, disse Edison Lobão.

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Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

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