Resumo dos Jornais de Hoje – 20 07 2008

O Globo

Ações da Polícia Federal ficam paradas na Justiça

Operações da Polícia Federal deflagradas nos últimos anos contra grandes empresas privadas estão muito longe do fim. Duas delas, contra o Grupo Schincariol e a Daslu, que foram iniciadas em 2005 para apurar crime tributário e formação de quadrilha, ainda não foram julgadas pela Justiça Federal. Provas coletadas pela PF e até escutas telefônicas são derrubadas judicialmente. (…) (págs. 1, 27 e 28)

Dilma é a estrela do PT nos palanques

Dos 20 ministros do governo Lula que já estão engajados na campanha, a “mãe do PAC”, Dilma Rousseff, é a maior estrela, cuja presença é disputada nos palanques. Cotada para candidata a presidente em 2010, ela fará campanha por todo o país. (págs. 1 e 9)

Crime contra meio ambiente complica Eike

A mineradora MMX, de Eike Batista, é alvo de investigação da PF em Mato Grosso do Sul, acusada de falsificar documentos, pagar propina e desmatamento ilegal. Para o Ibama, a MMX incentiva derrubada e trabalho escravo em carvoaria. A empresa nega. (pa´gs. 1 e 30)

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Folha de S. Paulo

PF espionou PF durante a investigação, diz relatório

Policiais federais participantes da Operação Satiagraha disseram ter sido seguidos em Brasília pelo menos seis vezes, inclusive por funcionários da própria PF.
A história é narrada em relatório da Diretoria de Inteligência Policial da PF. No dia 8, a operação levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito Celso Pitta, que depois obtiveram habeas corpus e foram soltos. (…) (págs. 1 e A4)

Governo quer endurecer leis de trânsito e elevar multas

Depois das regras mais rígidas para o teor de álcool no sangue do motorista, o governo deve mandar ao Congresso em agosto um projeto que endurece as leis de trânsito e aumenta em 64,5% as multas, com reajuste anual. Será a primeira grande reforma do Código Brasileiro de Trânsito, sancionado em 1997. (págs. 1 e C4)

Classe média paulistana tem gasto maior que a de Nova York

Fatores como a elevada carga tributária no Brasil, a pouca competição entre empresas, os juros altos e a sobrevalorização do real explicam fenômeno. (págs. 1 e B6)

Polícia recupera obra de Picasso levada em junho da Pinacoteca

A Polícia Civil recuperou anteontem à noite uma das quatro obras roubadas em junho da Estação Pinacoteca, em São Paulo.
Um dos suspeitos do crime foi preso em um shopping e levou os policiais a um prédio em Itaquera (zona leste) onde estava a gravura “O Pintor e seu Modelo”, de Pablo Picasso. (…) (págs. 1 e C1)

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O Estado de S. Paulo

Pesquisa Ibope mostra empate técnico entre Marta e Alckmin

Marta Suplicy (PT) lidera a corrida à Prefeitura de São Paulo com 34% das intenções de voto, em empate técnico com Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 31%. Os números são do Ibope, em pesquisa contratada pelo Estado e pela TV Globo. É o primeiro levantamento que avalia a preferência dos eleitores com base na lista dos candidatos oficialmente registrados pelos partidos. (…) (págs. 1 e A4)

Sede do Opportunity ‘abriga’ 84 empresas

A sede do Grupo Opportunity no centro do Rio de Janeiro, é endereço de 84 empresas caracterizadas pela Polícia Federal como “de prateleira”. Cinco delas caíram na malha fina do Banco Central por movimentarem uma soma superior a R$ 115 milhões se declarar faturamento mensal. Em duas dessas empresas o banqueiro Daniel Dantas, alvo central da Operação Satiagraha, aparece como sócio-administrador. (págs. 1 e A11)

Transporte rodoviário já recusa clientes

O ritmo forte da economia e a alta dependência em relação ao transporte rodoviário estão levando empresas da área de logística até a recusar clientes. Nos últimos 12 meses, 82% das transportadoras fizeram isso. (págs. 1 e B1)

Classe A/B vai às compras em mercados classe C

A inflação provoca mudança nos hábitos das classes A e B. Produtos básicos como os de limpeza agora são comprados em supermercados populares. Só itens especiais, como geléias e biscoitos, vêm de lojas caras. (págs. 1 e B8)

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Jornal do Brasil

O Rio dos sonhos da cultura carioca

A pedido do JB, 10 das principais cabeças da arte carioca listam as necessidades do Rio no campo da cultura. São representantes da literatura, cinema, teatro, dança, artes plásticas e música, que concebem a escala de prioridades a ser seguida pelo próximo prefeito e chegam a um denominador comum: a valorização da arte é uma ferramenta contra a violência da cidade. Reconhecem avanços na gestão de Cesar Maia, mas reclamam, por exemplo, da centralização, da ausência de um corpo de baile e de investimentos nos artistas cariocas. (págs. 1 e Tema do Dia, págs. A2 e A3)

Uma crítica federal à polícia do Estado

Secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri critica a política de enfrentamento utilizada pela polícia no Rio: “Quem mata um criminoso hoje mata o filho da classe média amanhã”. (pa´gs. 1 e A16)

Crivella: “As injúrias não me abalam”

O senador Marcelo Crivella (PRB) abre a série de entrevistas do JB com os candidatos a prefeitura do Rio. Afirma que os cariocas precisam de um político, promete governar para todos – evangélicos ou não -, se diz assustado com a violência e avisa que os ataques não o diminuem. (págs. 1, A8 e A9)

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Correio Braziliense

Um mês da lei que salva vidas

Com 30 dias em vigor, a lei seca já traz resultados concretos no dia-a-dia do trânsito. De acordo com índices do Detran e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o número de acidentes com vítimas caiu 30% nas pistas do Distrito Federal. Desde o início da fiscalização, cerca de 200 motoristas brasilienses foram multados por desrespeitar os limites estabelecidos pela legislação. (págs. 1, 27 e Visão do Correio, pág. 16)

Operação Satiagraha – Esplanada na mira das investigações

O Ministério Público analisa o relatório da PF e os documentos apreendidos na Operação Satiagraha para sugerir novas investigações, especialmente a respeito do envolvimento de políticos do Planalto e do Congresso. O objetivo é descobrir se houve favorecimento ao banqueiro Daniel Dantas. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. 2 e 3)

Conselho de Defesa terá a Colômbia

Preocupado com os 1,5 mil km de fronteira entre Brasil e Colômbia, o presidente Lula convenceu Álvaro Uribe a aderir ao Conselho de Defesa Sul-Americano, mas houve ressalvas. A enviada especial do Correio, Viviane Vaz, relata as condições destacadas pelo presidente colombiano e os investimentos que o Brasil fará no país vizinho.(págs. 1 e 18)

Papa pede desculpas por pedófilos

Em visita à Austrália, o papa Bento XVI pediu perdão pelos abusos sexuais contra menores cometidos por padres e disse que “os responsáveis devem ser levados à Justiça”. Ativistas do país, no entanto, consideraram o discurso “uma desculpa vazia”. (págs. 1 e 19)

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Valor Econômico

Investimento em pequenas hidrelétricas atinge R$15 bi


Há 238 pequenas hidrelétricas em gestação no país. Se todos saírem do papel, em prazo muito curto – a construção de uma de uma PCH leva no máximo dois anos – o país poderá contar com potência instalada para a geração adicional de energia elétrica equivalente a uma usina do rio Madeira, algo como 3,7 mil megawatts (MW). Desse total 1,4 mil MW em outorgada na Aneel. Por definição, uma PCH tem potência instalada de até 30 MW e alaga uma área de 3 quilômetros quadrados, no máximo. A experiência de obras passadas mostra que cada MW instalado custa cerca de R$ 4 milhões. Isso significa que estão em curso de investimentos de quase R$ 15 bilhões em pequenas obras de hidrelétricas no país. O investimento em PCHs tem algumas vantagens práticas: desconto na tarifa de transmissão, direto a incentivos fiscais e facilidades no duro processo de licenciamento ambiental. Por isso, investir nessas usinas entrou no radar de praticamente todos os grandes de energia que atuam no Brasil, como Tractebel, Energias do Brasil, AES Tietê e CPFL Energia. Os fundos de investimento também descobriram o negócio. Um bom exemplo da ação desses fundos é a Ersa, cujo principal controlador é o fundo Pátria Investimentos. Criada em 2006, a Ersa vai investir R$700 milhões em 12 PCHs em Minas Gerais, o que totalizará uma capacidade de 167 MW. A primeira pequena usina já está em construção em Antônio Dias (MG), com capacidade instalada de 10 MW a partir de 2010. O fundo paulista Tarpon Investiment, em sociedade com as mineiras Winbros Empreendimentos e Poente Energia, criou há alguns meses a Omega Energia Renovável. Essa empresa planeja instalar 240 MW até 2012 e considera um portfólio total 1,1 mil MW. “Vamos buscar concessões, projetos novos e PCHs já em operação”, informa Wilson Brumer, sócio-diretor da Winbros e presidente Omega. Hugo de Souza, diretor-executivo da Enernova, braço da holding Energias do Brasil, espera instalar 600 MW em PCHs entre 2008 e 2012, o que resultará em um investimento de R$2,4 bilhões. A companhia já possui 13 pequenas centrais, com uma capacidade total de 160 MW. (págs. 1 e B1)

Nem só de racionalidade vive o eleitor na hora da escolha dos candidatos (págs. 1 e Eu&Fim de Semana)

A contratação de trabalhadores com carteira assinada bateu recorde no mês de junho e no primeiro semestre. Foram abertas 309.442 vagas em junho, o que representa o melhor resultado para um mês. (págs. 1 e A2)

Alerta do FMI

As economias emergentes têm de dar prioridade ao combate à inflação, que tende a subir, disse ontem o FMI. Várias emergentes terão de elevar suas taxas de juros, diminuir os gastos públicos e deixar as moedas se valorizarem. (págs. 1 e A13)

Procura por cerveja sem álcool

Pela primeira vez, o consumo de cerveja sem álcool está crescendo no país. Nos primeiras quinze dias de julho, depois de entrada em vigor da lei seca, indústria e varejo notaram aumento médio nas vendas de 20%. (págs. 1 e B4)

Paraná avança nos grãos

Com o milho valorizado, o Paraná ampliou a liderança entre os maiores Estados brasileiros de grãos em 2007, segundo o IBGE. Respondeu por 21,8% da produção e deixou o Mato Grosso em segundo. (págs. 1 e B13)

Frango em vez de boi

A forte alta do preço da carne bovina por causa da escassez de boi gordo no mercado está levando os consumidores a comprar mais carne de frango. O consumo de carne bovina deve cair a 28 quilos per capita este ano, em 2007, foi de 31 quilos. (págs. 1 e B14)

Construtoras farão ferrovia na Colômbia

A Camargo Corrêa e a Odebrecht receberão financiamento de US$ 650 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para construir uma estrada de ferro entre o altiplano colombiano e o litoral atlântico do país, que transportará carvão para exportação. A Colômbia depende da ferrovia para exportar mais carvão, com menor custo, à América do Norte e ao Brasil. A iniciativa já teve sinal verde do governo brasileiro e será divulgada com destaque durante o encontro dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Álvaro Uribe, neste fim de semana. O presidente colombiano disse em um encontro que a ferrovia deverá ter ramais para a capital, Bogotá, e para a região de Paz del Rio – onde se localiza uma grande siderúrgica recentemente adquirida pela Votorantim. O trecho a ser construído terá 212 quilômetros e a obra prevê a remodelação de parte das linhas férreas. As negociações entre Brasil e Colômbia prevêem que a ferrovia iniciará operações com o transporte de 10 milhões de toneladas de carvão por ano, o mínimo para torná-la economicamente viável.(págs. 1 e A16)

Divergências sobre o Copom

O mercado rachou para o próximo Copom, agendado para quarta-feira. De um lado, acredita-se que haverá uma alta maior da Selic, de 0,75 ponto. Mas há quem aposte que o aumento será mesmo de 0,50. (págs. 1 e C1)

Ações em queda

Acentuou-se ontem a tendência de desvalorização na Bolsa dos papéis ligados a commodities. As ações ordinárias da Petrobras caíram 4,22% e as preferenciais 4,95%. (págs. 1 e D2)

Ferrous aplica US$ 5,6 bi e será gigante em minérios

O Ferrous, controlado por 10 fundos de investimentos australianos, americanos e ingleses, executará ambicioso programa de investimentos de US$ 5,6 bilhões até 2014 na construção de complexo integrado por minas, mineroduto, porto e pelotizadoras. Ele poderá produzir 50 milhões de toneladas anuais – o suficiente para transformar a companhia, numa das maiores exportadoras de minério de ferro do mundo. Do total, US$ 500 milhões já foram aplicados na aquisição de quatro minas no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. O restante deve ser levantado por meio de lançamento primário de ações programado para o fim deste ano ou início de 2009 na Bolsa de Londres. Para auxiliar a estratégia da Ferrous, integrarão seu conselho de administração o ex-embaixador Jório Dauster, que presidiu a Vale, e Luiz André Rico Vicente, conselheiro da Açominas. (págs. 1 e B9)

Adicional de insalubridade sob disputa

Empresas que possuem funcionários trabalhando em condições nocivas à saúde não sabem mais como calcular o adicional de insalubridade previsto na CLT. A dúvida surgiu depois que o Supremo Tribunal Federal editou, em maio, uma súmula vinculante que considera inconstitucional o artigo da CLT que indexava o cálculo ao salário mínimo. Diante do vácuo legal, o Tribunal Superior do Trabalho estabeleceu o salário básico de cada trabalhador como base de cálculo do adicional – o que aumenta os custos das empresas com a folha de pagamento. Mas a nova forma de cálculo também foi suspensa no Supremo por uma liminar da Confederação Nacional da Indústria.(págs. 1 e E1)

Idéias: Armando Castelar

O Brasil está crescendo acima do seu potencial. (págs. 1 e A15)

Crise ainda não alcançou as líderes da área de tecnologia

Os lucros de quatro grandes empresas americanas de tecnologia indicam que o setor resiste melhor ao desaquecimento econômico e continua a léguas de distância dos problemas que afligem setores como o financeiro, automobilístico e farmacêutico. Os resultados trimestrais divulgados ontem pela Microsoft, Google, IBM e Nokia apontam para algumas tendências comuns que continuam a impulsionar o avanço da receita. Elas estão relatando uma demanda saudável por tecnologia fora dos EUA, crescimento da importância econômica da internet e uso cada vez maior de celulares e computadores de mão em muitas economias emergentes. Mas os resultados não foram tão bons quanto Wall Street esperava. As vendas de computadores aumentaram surpreendentes de 15% a 16% no primeiro trimestre. (págs. 1 e B11)

Derrota traz novo desafio aos Kirchner

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que assumiu o poder há apenas sete meses, vai enfrentar seus próximos três anos e meio de mandato enfraquecida politicamente pela derrota sofrida na madrugada de ontem, quando o Senado rejeitou projeto que aumentaria impostos sobre exportações de grãos. Ao mesmo tempo, a economia argentina dá sinais de desaquecimento pela primeira vez após seis anos de expansão acelerada do PIB. A presidente e seu marido Nestor Kirchner têm pela frente agora o desafio de anunciar um pacote de medidas para retomar o rumo do crescimento econômico e virar a página da disputa com os ruralistas, que terminou em derrota. O embate durou quatro meses. (págs. 1 e A12)

Idéias: Clauida Safatle

A elevação da taxa básica de juros ainda não reduziu os investimentos no país. (págs. 1 e A2)

Impasses rondam a reunião ministerial para salvar a rodada de Doha (págs. 1 e A3)


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Gazeta Mercantil

Rigor americano no consumo faz preço do petróleo despencar

A alta nos estoques norte-americanos de petróleo, combinada com a retração na demanda de combustíveis no país, provocou a terceira queda consecutiva na cotação do barril, que fechou ontem em baixa de 3,95%, para US$ 129,29 na Bolsa de Nova York. Em três dias, o preço do combustível somou baixa de US$ 15,89 — ou 10,95% em relação aos US$ 145,18 do fechamento de segunda-feira. Os norte-americanos estão mudando seus hábitos, num fato inédito. As alterações se dão no cotidiano da população, que passou a deixar os carros mais potentes nas garagens e até a redesenhar os itinerários dos ônibus escolares para economizar combustível. A contenção já provoca redução significativa na demanda das grandes picapes. A queda do preço do petróleo ocorre mesmo com temores de possível redução na oferta do Brasil, que enfrenta a greve dos petroleiros, e as agitações políticas na Nigéria.Tais episódios provocaram elevação nos preços de US$ 2 durante o pregão. As ações da Petrobras acumularam nos últimos três dias queda de 7,53% nas ações PN, negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Já os papéis ON da companhia caíram 7,26% no acumulado. (págs. 1 e C2)

Opinião: Roberto Rodrigues

A criação de empregos formais bateu recorde em junho e no primeiro semestre. No mês, foram criadas 309,4 mil vagas, o melhor resultado mensal da história desde 1992, segundo o Caged.(págs. 1 e A5)

Cacciola é recepcionado com regalias na prisão

Sorridente e aparentando tranqüilidade, o ex-dono do Banco Marka, Salvatore Cacciola, chegou ontem ao Rio de Janeiro para cumprir 13 anos de prisão por gestão fraudulenta e peculato. Cacciola era considerado foragido desde 2001, quando foi para a Itália aproveitando-se de um habeas corpus do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello. Mas o exbanqueiro não se considerava foragido. “Fui para a Itália com meu passaporte carimbado. Quando o ministro (Carlos) Veloso anulou a decisão de Marco Aurélio, simplesmente decidi não voltar mais”, disse. Durante a transferência, Cacciola em nenhum momento foi algemado. No presídio, almoçou o mesmo cardápio da diretoria. (págs. 1 e A9)

Recorte de carteiras assinadas

A criação de empregos formais bateu recorde em junho e no primeiro semestre. No mês, foram criadas 309,4 mil vagas, o melhor resultado mensal da história desde 1992, segundo o Caged. (págs. 1 e A5)

Gesseiras desmatam menos

Sob o impacto de multas de R$ 9 milhões, as empresas do pólo gesseiro do Sertão do Araripe, em Pernambuco, avançaram no cumprimento de exigências ambientais e na redução do desmatamento.(págs. 1 e A4)

Menos combustível verde

Usinas estão deixando de entregar 30% do biodiesel contratado nos leilões. (págs. 1 e C6)

Conjuntura

O PIB do agronegócio cresceu 3,8%, diz CNA (págs. 1 e C6)

Oi capta parte de R$16 bilhões em três etapas

A Oi vai gastar R$ 16 bilhões na aquisição da Brasil Telecom, reunindo recursos próprios e de terceiros, diz fonte próxima às negociações, referindo-se ao controle e ao direito de tag along. Os R$ 4,3 bilhões obtidos com o Banco do Brasil (BB) e divulgados anteontem se constituem apenas na primeira parte da operação de crédito que envolverá várias instituições financeiras. A operação com o BB foi fechada em maio mediante pagamento de CDI mais 1,30% ao ano, além de uma taxa de estruturação que o BB considerou adequada e remuneradora. Além disso, a Oi contratou os bancos Santander, Bradesco e Itaú e vai emitir notas promissórias com prazo de um ano a taxas similares. Haverá uma terceira fase, cujos bancos ainda não estão definidos e na qual o BB pretende concorrer novamente. Embora o BB seja patrocinador da Previ e esta participe do capital das operadoras telefônicas envolvidas e do próprio banco, a operação de crédito obedece a critérios de mercado e não implica conflito de interesses, segundo o banco.(pág.1)

Fim de semana: Voluntariamente atrás das grades

Parece distante o tempo em que as casas não tinham muros altos ou grades nas janelas. Moradias simples da periferia ou apartamentos luxuosos, cada qual demonstra uma preocupação com a segurança. “O que varia é o tamanho da jaula”, diz a cientista social Silvia Ramos. Como mostra a exposição de fotos de André Gardenberg, “Arquitetura do Medo”, a sociedade optou por viver voluntariamente atrás das grades. (págs. 1, D1 E D2)

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Veja

– Show dos bilhões – As vitórias do Brasil na globalização


Especial – VEJA foi ver os oito motores do desenvolvimento sustentável que estão revolucionando o Brasil longe dos grandes centros


– E mais: A compra da Budweiser e outros sete grandes negócios no exterior

Entrevista – Luís Moreno-Ocampo – Promotor do tribunal Penal Internacional diz que o julgamento de genocidas e torturadores tem caráter didático. (págs. 11 a 15)

Mandei ele sair porque ele quis… – A desastrada peça inquisitorial do delegado Protógenes obriga o Planalto a fazer contorcionismos verbais para explicar por que ele foi afastado do caso Dantas. A dança das versões produziu uma das mais confusas semanas do governo Lula. (págs. 50 a 54)

As novas fronteiras dos bilhões – O Brasil entrou em um ciclo de desenvolvimento sustentável inédito em sua história e agora se posiciona como protagonista global. VEJA lista os oito grandes negócios brasileiros no exterior e, em reportagem especial, conta como funcionam os oito mais dinâmicos pólos do crescimento interno. (págs. 56 a 65)

Os oito motores do desenvolvimento – Recursos naturais, mas também indústria e grandes obras de infra-estrutura, apontam uma nova rota de prosperidade para o Brasil. VEJA foi conferir as cidades que souberam converter surtos de riqueza em progresso social. (págs. 66 a 77)

Um metal precioso – O ferro convertido em aço produz riqueza, desenvolvimento e cultura em Minas Gerais. (págs. 92 e 93)

Como o petróleo pode fertilizar negócios – Linhares descobriu uma fórmula para disseminar a riqueza que jorra de seus poços de óleo e gás por toda a sua economia. (págs. 96 e 97)

O país das montadoras – Nenhum setor foi tão beneficiado pela abertura da economia, pela estabilização e por incentivos estatais quanto o automobilístico. Por causa dessa conjuntura, as montadoras investirão neste ano 5 bilhões de dólares, um recorde histórico. (págs. 98 e 99)

A (re) abertura dos portos – Grandes obras de infra-estrutura têm o poder de transformar a economia das cidades. A construção de estradas, pontes e ferrovias é um poderoso vetor de desenvolvimento. Nada se compara, porém, ao efeito agregador de um ponto. Cidades surgem e crescem ao seu redor. Em Pernambuco, os investimentos associados ao Porto de Suape, situado em Ipojuca, criarão 190.000 empregos até 2013. (págs. 102 e 103)

Outro que podia contar tudo – O ex-banqueiro Salvatore Cacciola é extraditado e pode esclarecer escândalo. (pág. 126)

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Época

Bebês prematuros

A medicina já consegue fazer sobreviver bebês com até 300 gramas. Mas novos estudos revelam: as seqüelas de nascer antes do tempo podem aparecer anos depois

O caso Daniel Dantas se aproxima do governo Lula


A maior cervejaria americana agora será comandada por brasileiros

Por que Lula entrou na crise – As razões políticas e econômicas que levaram o presidente a intervir no caso policial do banqueiro Daniel Dantas. (págs. 38 a 45)

Um tira fora de controle – O delegado que prendeu Daniel Dantas tem fama de competente e corajoso, mas costuma se meter em confusão por não confiar nos colegas da polícia. (págs. 46 a 48)

O guardião de Dantas – Humberto Braz, o homem de confiança de Daniel Dantas preso na semana passada, é considerado o detentor dos maiores segredos do banqueiro. (págs. 49 e 50)

Negócio em risco – O envolvimento de Daniel Dantas na operação de venda da Brasil Telecom para a Oi ameaça um dos maiores projetos do governo Lula – a criação da Supertele brasileira. (págs. 52 a 54)

Quem está certo? – As questões levantadas pela disputa jurídica entre o juiz que mandou prender o banqueiro Daniel Dantas e o presidente do Supremo, Gilmar Mendes. (págs. 56 a 58)

Entrevista – Marina Silva – “Renunciar foi um gesto que deu certo” – A ex-ministra do Meio Ambiente diz que saiu em favor da causa ambiental, em resposta aos leitores de ÉPOCA. (págs. 64 e 65)

O isolamento de Cristina – Como a crise Argentina – agora agravada pela derrota do casal Kirchner no Senado – pode afetar a política local e as relações comerciais com o Brasil. (págs. 86 a 88)

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ISTOÉ

Os trapalhões

A briga interna da Polícia Federal e o conflito entre o governo e a Justiça favorecem a defesa de Daniel Dantas, mas a Receita e o Banco Central investigam o Opportunity

Exclusivo

Pesquisa revela como pensam os jovens brasileiros

Cardeal contra Cardeal

A polêmica que divide a Arquidiocese do Rio

Campeões de audiência – As idas e vindas da PF, do governo e da Justiça foram o lado cômico do caso Daniel Dantas, mas a investigação levanta suspeitas sobre assessores do presidente do Supremo e ainda promete mais dores de cabeça ao Planalto. (págs. 28 a 32)

Dantas posto à prova – PF revela que cúpula do Opportunity sabia da tentativa de suborno e Receita e Banco Central investigam operações no Exterior e denúncias de lavagem de dinheiro. (págs. 32 a 34)

Brasil – Como Eike saiu do alvo – Polícia Federal queria prender o empresário nesta semana, mas antecipou a operação Toque de Midas por temer vazamento. (págs. 36 e 37)

Do que ele está rindo? – Cacciola volta ao Brasil dizendo que não era foragido e prometendo “contar tudo”. (pág. 40)

O cardeal do baixo clero – Efraim Morais leva para o Senado as piores práticas da Câmara, como a busca de benefícios pessoais e trens da alegria. (págs. 46 e 47)

O Brasil pede explicações – Reativação da IV Frota americana traz à tona fragilidade do Brasil na defesa de seu litoral. (pág. 48)

Duas mil mulheres no banco dos réus – Elas enfrentaram a dura decisão do aborto e agora a Justiça de Mato Grosso do Sul transforma a antiga dor em punição. (págs. 70 a 72)

A ameaça das greves – No horizonte do governo está o desafio de como enfrentar a mobilização dos trabalhadores no momento em que a inflação volta a subir e a CUT retoma a idéia de gatilho salarial. (págs. 94 e 95)

Eles dizem NÃO ao NÃO – No maior congresso em 30 anos, publicitários protestam contra restrições ao trabalho impostas pelo governo e o Congresso. (págs. 98 e 99)

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ISTOÉ Dinheiro

Como tomar uma BUD

Os bastidores da operação que levou os brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira a dobrar a resistência americana, comprar um ícone do capitalismo e se transformarem nos maiores fabricantes de cerveja do mundo

Satiagraha

Depois de Dantas, o alvo é a supertele

Exclusivo

Paul Krugman diz que o Brasil escapa da crise

Entrevista – Francisco Luzón – “O Brasil precisa de um pacto social” – O Santander, maior banco da Espanha, já investiu US$ 30 bilhões (R$ 48 bilhões) no Brasil. A compra do Banco Real o colocou entre os três maiores do setor e ajudou a solidificar a estratégia mundial do grupo, calcada na diversificação geográfica e de serviços. A operação brasileira será “a jóia da coroa” do banco nos próximos anos, diz o presidente da Divisão América do Santander, Francisco Luzón. (págs. 22 a 24)

O que Krugman vem dizer – Guru da economia global vem ao País e diz, em entrevista exclusiva à DINHEIRO, que o Brasil irá escapar do contágio da crise americana graças à alta dos alimentos e das commodities. (págs. 30 a 33)

O alvo oculto – Daniel Dantas caiu. Mas a PF também poderia atingir a criação da “supertele”. (págs. 36 a 38)

Dá para encarar? – No momento em que os Estados Unidos reativam sua 4ª Frota, a Marinha brasileira vive dias de penúria financeira. (págs. 40 e 41)

Eles querem ser um só – IV Congresso de Publicidade reúne 1.500 profissionais e prega a criação de uma indústria de comunicação unida e que quer se fortalecer. (págs. 60 e 61)

Como a Brahma tomou uma Budweiser – As pressões, os detalhes e as principais tacadas do astuto plano dos brasileiros que criaram a Anheuser-Busch Inbev, a maior cervejaria do mundo. (págs. 63 a 66)

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CartaCapital

A dupla que incomoda

O delegado Protógenes Queiroz é estranhamente afastado do caso Dantas, mas o juiz Fausto De Sanctis continua a postos. E lá vem um relatório definitivo de 7 mil páginas

Salvatore Cacciola na volta ao Brasil. Só sorrisos

A volta do homem-sorriso – Novo lar. Salvatore Cacciola regressa da prisão em Mônaco para ocupar uma cela em Bangu VIII, enquanto espera que a Justiça brasileira funcione de novo a seu favor. (págs. 11 a 14)

Contra-ataque – Satiagraha – Responsável pela operação, o delegado Protógenes Queiroz é constrangido a deixar o inquérito antes do fim. (págs. 20 a 24)

O terror dos figurões – Justiça – Fausto De Sanctis já condenou Edemar Cid Ferreira e outros poderosos. (págs. 26 a 30)

Jornalismo à brasileira – Noticiário – A imprensa descobre agora as façanhas do dono do Opportunity. (págs. 32 e 33)

Contágio nas matas – Amazônia. Há cinco anos, o Brasil tenta tirar uma ONG dos EUA de áreas indígenas. (págs. 34 a 37)

Brizola sem retoques – Entrevista – Autor de El Caudillo, o jornalista FC Leite Filho recupera a trajetória do líder que não temia o confronto. (págs. 38 a 40)

O crédito continua a bombar – Os empréstimos para as empresas deram um salto de 40% em doze meses, com a sofisticação dos produtos bancários. A crise internacional pode frear essa tendência? (págs. 41 a 51)

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