BANCO DE NOTÍCIAS – 09 de janeiro de 2009

O Globo

Manchete: Israel ataca durante trégua e faz ONU suspender ajuda

A ONU suspendeu as operações de ajuda humanitária à população civil palestina após dois funcionários terem sido mortos por disparos de um tanque israelense contra um comboio que levava alimentos às vítimas, durante a trégua diária de três horas. Outro comboio, da Cruz Vermelha, também foi atingido durante o cessar-fogo, deflagrando uma forte onda de críticas contra o governo israelense. Israel negou as acusações e informou que investiga os episódios. Os EUA pediram ao país que a trégua diária seja ampliada, tendo em vista “a desesperada situação humanitária na região”. Segundo a ONU, já há 257 crianças mortas e 1.080 feridos. Pelo menos três foguetes foram disparados do Líbano no norte de Israel, aumentando os temores de uma segunda frente de guerra. O Hezbollah negou ter sido o autor do ataque. (págs. 1, 29 a 31, Merval Pereira e editorial “O voo dos falcões”)

Orçamento: na Saúde, só 7% executados

O governo executou apenas 22,5% dos investimentos previstos no Orçamento de 2008. De R$ 47,6 bilhões aprovados na lei, só R$ 10,7 bilhões saíram do papel. Na Saúde, 7% dos R$ 3,9 bilhões previstos foram de fato investidos. (págs. 1 e 3)

Câmara: carta marcada para plano de saúde

Na escolha do novo plano de saúde dos funcionários da Câmara, tudo foi montado para que o sindicato entregue o atendimento à Amil, sem licitação, informa Ilimar Franco, no Panorama Político. Serão R$ 43 milhões. (págs. 1 e 2)

BB fecha compra do Votorantim

O Banco do Brasil deve anunciar hoje a compra de 49% do capital do Banco Votorantim, da família Ermírio de Moraes. Em novembro, o BB já levara a Nossa Caixa do governo paulista. (págs. 1 e 27)

Produção nas montadoras caiu 54%

Em dezembro, apesar da redução do IPI que favoreceu o setor, a produção de veículos no país caiu 54% em relação ao mesmo mês de 2007. O aumento das vendas só esvaziou pátios estocados de indústrias e concessionárias. (págs. 1 e 25)

Obama faz apelo ao Congresso por socorro

Em discurso em que conclamou o Congresso a aprovar com urgência o pacote para recuperação da economia, o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, disse que, se a ajuda não sair logo, a nação corre o risco de afundar numa crise que pode não ter mais volta. Ele reafirmou que dará US$ 1 mil a 95% dos americanos. (págs. 1, 23 e Míriam Leitão)

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Folha de S. Paulo

Manchete: ONU para ajuda após ataque em Gaza

No 13º dia de ofensiva de Israel contra o Hamas na faixa de Gaza, as Nações Unidas decidiram sustar a entrega de ajuda humanitária após afirmarem que o motorista de um caminhão de suprimentos foi morto em um ataque israelense. A Cruz Vermelha também acusou Israel de impedir a ajuda aos feridos. O país negou e disse não haver prova de que o motorista da ONU foi morto por fogo israelense, mas prometeu investigar. Estima-se que os mortos no conflito já sejam quase 800. Ontem, três mísseis disparados do Líbano atingiram o norte de Israel, ferindo dois. O Hizbollah, que controla o sul libanês, negou envolvimento; para os israelenses, trata-se de evento isolado. Representantes de EUA, França. Reino Unido e países árabes chegaram ao consenso sobre uma resolução no Conselho de Segurança da ONU. Ainda sujeita a votação, ela deverá exigir o cessar-fogo em Gaza. (págs. 1 e Mundo)

Produção de veículos no país cai pela metade

A produção das montadoras no país caiu pela metade no mês passado. Houve recuo de 54% ante dezembro de 2007 e de 47% na comparação com novembro último, segundo a Anfavea (associação dos fabricantes). Foram 3.208 demissões em dezembro, ante 480 em novembro. Mas, apesar da forte queda no final do ano, o setor teve produção recorde em 2008: 3,21 milhões de unidades, aumento de 8% em relação a 2007. (págs. 1 e B3)

Saúde

Ações para obter novos remédios fazem governo gastar R$52 mi. (págs. 1 e C9)

Editoriais

Leia “Cortes e mordidas”, acerca de gastos da Câmara dos Deputados; e “Inflação em queda”, sobre índices de 2008. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Obama apela por ações dramáticas contra a crise

0 presidente eleito dos EUA, Barack Obama, fez ontem um apelo dramático para que o Con­gresso aprove o mais rápido possível o plano de estímulo eco­nômico, de US$ 800 bilhões, com que pretende iniciar seu mandato. Em discurso, Obama pediu que líderes democratas e republicanos colocassem “as necessidades urgentes” dos EUA acima dos “interesses es­treitos” da política partidária. Ele descreveu um horizonte crí­tico se o pacote demorar a pas­sar. Segundo ele, a recessão “po­de se estender por anos”, o desemprego “pode atingir dois dí­gitos” e a economia dos EUA” pode ficar US$ 1 trilhão abaixo de sua capacidade total”. Para o presidente eleito; a crise “não parece com nada que tenhamos visto ao longo das nossas vidas, e só se aprofundou nas últimas semanas”. Apenas a ação do Es­tado, disse Obama, pode reati­var a economia. Seu plano in­clui investimentos em infraes­trutura, gastos sociais e corte de impostos – Obama falou em reduzir US$ 1.000 em tributos para 95% das famílias de traba­lhadores americanos. (págs. 1 e B1)

Governo quer estabilidade se contrato for suspenso

O Ministério do Trabalho es­tuda meios de dar alguma es­tabilidade a trabalhadores que tiverem seu contrato de trabalho suspenso. A ideia é impedir a demissão por tempo igual ao do período de sus­pensão. Hoje, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, vai se reunir com sindicalistas pa­ra discutir formas de conter as demissões. A principal proposta de Skaf será a redu­ção da jornada de trabalho e dos salários .(págs. 1 e B4)

A cobrança aos banqueiros

É muito provável um corte da taxa Selic na próxima reu­nião do Copom. Mas a redução pouco ajudará a baratear o cré­dito se os bancos mantiverem o spread exagerado. (págs. 1 e A3)

Garibaldi anuncia candidatura

Em carta, presidente da casa confirmou que quer reeleição. (págs. 1 e A4)

Produção de veículos cai 47% em dezembro

A produção de veículos em de­zembro caiu 54,1% sobre o mes­mo mês do ano anterior e foi 47,1% menor na comparação com novembro, segundo a Anfa­vea. Trata-se do pior desempe­nho mensal em nove anos. No fim de dezembro, os estoques estavam em 211 mil veículos, o equivalente a 36 dias de venda, contra média entre 27 e 28 dias nos últimos meses. Mesmo as­sim, as montadoras fecharam 2008 com vendas 14,5% maio­res do que em 2007 .(págs. 1 e B3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Nem a ONU resiste

Isolados na Faixa de Gaza, sob fogo israelense, civis palestinos viram sua situação piorar ontem, quando a ONU suspendeu a ajuda humanitária por causa da morte de dois motoristas do comboio de suprimentos. Uma escola das Nações Unidas já havia sido atacada. E a situação política na região pode se agravar. Foguetes vindos do Líbano caíram no Norte de Israel, que revidou. Extremistas não assumiram o ataque. (pág. 1 e Tema do dia, págs. A2 a A6)

Com pressão, juros podem ter redução tímida

A pressão generalizada contra a política de juros do Banco Central – que ganhou o apoio até da Federação Brasileira dos Bancos – ameaça gerar um efeito colateral inesperado: a redução mais tímida da Selic. (págs.1, A17 e A8)

Obama promete alívio de impostos

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, anunciou que oferecerá US$ 1 mil em redução de impostos para até 95% das famílias de classe média. Prometeu que seu pacote de recuperação da economia vai abranger assistência e cobertura de plano de saúde dos desempregados, além de proposta para, em três anos, dobrar a produção de energia alternativa. (págs. 1 e A17)

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Correio Braziliense

Manchete: Farra da Câmara alvoraça o Senado

A criação do privilégio pelos deputados fez renascer com toda a força o lobby para que ele seja adotado também na Casa Alta. Servidores vão pressionar Mesa Diretora para deliberar sobre o assunto ainda este mês. (pág. 1 e Tema do dia, pág. 2)

BC culpa bancos por juro alto

Um dia depois de ouvir do presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, uma queixa quanto à taxa de juros, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reage e diz que é dos bancos e de seus gordos lucros a culpa pelo alto preço dos empréstimos no Brasil. (págs. 1 e 12)

Graninha extravia Lei de Anistia

Pelo menos 13 mil ex-políticos com mandatos exercidos nas câmaras de vereadores durante a ditadura militar deram entrada, na Comissão de Anistia, a pedidos de indenização que somam R$ 2 bi. Alegam perseguição política, mesmo sem nunca terem sido cassados. (págs. 1 e 4)

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Valor Econômico

Manchete: Lula quer governadores na campanha anticrise

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende chamar a Brasília os governadores dos Estados mais industrializados para pedir a manutenção de investimentos e informar que a União poderá conceder mais alívios tributários. O formato e a data do encontro ainda não estão definidos. A idéia do Plana1to é convidar os governadores dos Estados do Sudeste, além dos da Bahia e Rio Grande do Sul. Amazonas e Pará também podem ser chamados, pela importância da Zona Franca, no primeiro, e da mineração, no segundo.

As novidades no campo tributário estão em estudo. Além de uma redução ainda maior no prazo de devolução dos créditos do PIS/Cofins de investimentos, pretende-se retardar a cobrança do ICMS de setores específicos, medidas já adotadas por São Paulo e Minas para todos os setores. Estuda-se também a criação de novas alíquotas para o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, a exemplo do que o governo já fez com o IR da pessoa física.

O governo pensa também em abrir uma linha ‘de crédito a Estados e municípios, provavelmente por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para estimular a troca das frotas oficiais de carros. A medida poderia dar uma injeção de ânimo no setor automobilístico.

A idéia é que a reunião ocorra antes do balanço de dois anos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), previsto para a primeira quinzena de fevereiro. O governo federal considera que as medidas adotadas no combate à crise terão efeitos melhores se houver a adesão de governadores e prefeitos.

Lula vai sugerir que os governadores reúnam os empresários de seus Estados para debater, em conjunto com a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil (BB), alternativas para aumentar a liberação de crédito pelos bancos públicos.

O presidente já vem conversando com governadores e alguns prefeitos, mas não em conjunto. A crise também deve ser alvo da conversa de Lula com os governadores das regiões Norte e Nordeste e com todos os prefeitos que tomaram posse em 1º de janeiro. A primeira reunião está pré-agendada para a última semana de janeiro e o encontro com os prefeitos está confirmado para os dias 10 e 11 de fevereiro. (págs. 1 e A3)

Idéias

Alex Ribeiro: pressões do governo para BC baixar juros são desnecessárias e impõem custos à economia. (págs. 1 e A2)

Para Kelman, país correu risco

Em 2008, o Brasil corria um risco de racionamento muito maior do que o tolerável. O diretor-geral da Aneel,Jerson Kelman, que deixa o posto na próxima semana, diz que essa é a verdade: “Nisso coloco todos os meus diplomas”. Em entrevista ao Valor, ele revela que, em conversa bastante tensa, alertou o presidente Lula para o fato de que o risco era maior do que o de 2001, quando houve o apagão no governo Fernando Henrique. “Mas, infelizmente, aquilo tudo foi confundido, parecia que eu estava torcendo por um racionamento”, afirma Kelman, que considera o episódio uma causa “relevante” da sua não recondução à direção da agência.

O diretor da Aneel não tem dúvidas de que naquele momento deveria insistir na adoção de medidas preventivas, embora desagradáveis, como o direcionamento do gás natural para as usinas termelétricas e a interrupção do abastecimento para os veículos. “Isso não foi nem cogitado por causa do impacto político e teria saído mais barato do que acionar as térmicas a óleo”. Quanto custou isso? “R$ 1,7 bilhão”, responde Kelman. “É claro que o consumidor não viu, mas vai sentir no bolso.” (págs. 1 e A10)

Movimento de aquisições no varejo

O movimento de aquisições no varejo deve crescer em 2009, um ano de falta de crédito e desaceleração nas vendas. Grandes varejistas, como o grupo Pão de Açúcar, já estudam oportunidades. E as redes de médio porte, tradicionais alvos nesse tipo de negócio, preparam-se para fortalecer a operação. A rede paulista de supermercados Sonda, que já recebeu várias propostas de compra, pretende abrir oito lojas neste ano, com recursos do BNDES. A Leader, do Rio, que quase foi vendida à Renner em 2008, não pretende voltar ã mesa de negociações. “Não vai ser um ano para uma empresa ter seu valor reconhecido. Os ativos estão muito desvalorizados”, diz seu diretor-executivo, Rogério Macedo. As catarinenses Angeloni e Salfer também avisam que não estão à venda. (págs. 1 e B4)

Teles travam disputa com fornecedores

As operadoras de telefonia mantêm uma queda-de-braço com fornecedores de equipamentos para baixar custos diante da crise financeira. A expectativa é de que haverá redução nas compras das operadoras nos países onde a economia está em retração. “Como os fabricantes são globais, terão de repassar a baixa dos preços”, diz Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, que depois de incorporar a BrT deve investir R$ 30 bilhões em cinco anos. O presidente da TIM, Mario Cezar Pereira de Araújo, colocou os fabricantes de celulares para brigar entre si: “Estipulamos o tipo de aparelho, a faixa de preço com câmbio fixado e não tem discussão. Fechamos com quem se enquadrar ao nosso patamar”. (págs. 1 e B3)

Pedidos de recuperação aumentam

Ainda que o número de pedidos de recuperação judicial tenha crescido apenas 15,9% em 2008, na comparação com 2007, os dois últimos meses do ano evidenciam o efeito da crise econômica sobre o setor produtivo. Novembro e dezembro registraram, segundo dados da Serasa, aumentos de 143% e 130% no total de pedidos, respectivamente, quando comparados a 2007. Tudo indica que os primeiros meses de 2009 seguirão a mesma tendência. Escritórios de advocacia que atuam na área, consultados pelo Valor, relatam grande procura por parte de empresas de diversos setores desde o fim do ano passado e têm vários pedidos a ser encaminhados à Justiça. (págs. 1 e E1)

Mercado espera corte maior na taxa de juros

Os juros caíram bastante ontem, no mercado futuro, passando a embutir a expectativa de uma redução maior da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte, antes projetado em 0,25 ponto percentual, aumentou para 0,50 a 0,75 ponto. As projeções foram revistas após notícias sobre a queda na produção de veículos em dezembro e as discussões sobre a antecipação da reunião do Copom. O ex-presidente do BC, Armínio Fraga, acredita que, com a instabilidade econômica, seria melhor voltar às reuniões mensais do Copom, abandonadas em 2006. (págs. 1, Cl e C2)

Seca traz riscos à safra no Centro-Sul

A forte seca na Região Sul do país e em Mato Grosso do Sul ainda causará mais estragos à safra agrícola. Só nos últimos 40 dias, o Banco Central recebeu 18 mil comunicados de perdas nas lavouras da Região Sul com pedidos de cobertura do seguro oficial de crédito (Proagro).

Somados, os quatro Estados produzem 48% da safra de grãos, fibras e cereais -ou 66,2 milhões de toneladas. O Instituto Nacional de Meteorologia calcula em 40% a probabilidade de chover abaixo da média histórica nessas regiões até março. (págs. 1 e B10)

Idéias

César Felício: há grande contraste entre a crise de agora e a de 1999. (págs. 1 e A5)

Montadoras desaceleram

As montadoras instaladas no país produziram no ano passado o volume recorde de 3,2 milhões de veículos. Foram vendidos no mercado interno 2,8 milhões, colocando o Brasil como o quinto maior mercado do mundo. Em dezembro, a produção caiu 54,1% frente ao mesmo mês de 2007. (pág. 1 e B6)

Menos caminhões

Pelo terceiro mês consecutivo, o fluxo de veículos pesados caiu nas rodovias privatizadas das regiões Sul e Sudeste. Segundo a associação das concessionárias (ABCR), a queda em dezembro foi de 3,7% em relação ao mês anterior.(págs.1 e B7)

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Gazeta Mercantil

Manchete: Auditorias de grande porte serão auditadas

As quatro maiores empresas de auditoria com atuação no Brasil terão muito trabalho pela frente no ano que começa. Além de auxiliarem o processo de convergência contábil das companhias locais, também terão de adequar-se à Lei 11.638. Como foram enquadradas pela nova legislação como empresas de grande porte, terão de passar a ter seus balanços auditados por uma empresa independente. A obrigatoriedade deve movimentar o mercado de auditorias do País. Empresas médias disputarão a prestação do serviço para as “gigantes”, que não devem contratar uma semelhante para fazer o trabalho.

Uma das que podem se beneficiar da nova necessidade é a BDO Trevisan. “Estamos no jogo. Temos estrutura e capacidade para dar conta do trabalho”, diz o presidente da BDO, Eduardo Pocetti. Entre os potenciais alvos está a Deloitte, cujo conselho de administração já iniciou o processo para selecionar quem prestará o serviço. “Será uma escolha difícil”, diz o presidente da empresa, Juarez Lopes de Araújo. (págs. 1 e B1)

Governo planeja distribuir habitações gratuitamente

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, planeja distribuir gratuitamente habitações e conceder subsídios para a população de menor poder aquisitivo para compra de imóveis. O governo federal estuda também o corte de tributos que incidem sobre material de construção, segundo dados da minuta do plano de estímulo à construção civil.

O projeto foi confirmado por José Carlos Martins, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC), que participou do processo de formulação do conjunto de medidas.

A indústria da construção civil respondeu pela criação de cerca de 20% de novos postos de trabalho no ano passado, afirmou Martins. “As medidas serão um instrumento para estimular o crescimento da economia e gerar empregos”, afirmou. (págs. 1 e A5)

Embrapa quer tirar etanol da mandioca-doce

O açúcar que dá nome a uma variedade de mandioca será o combustível que vai movimentar uma usina de etanol a partir de março em Brasília. A mandioca açucarada, encontrada em plantações domésticas no Norte do País,principalmente no Pará, e cultivada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em pleno Cerrado, possui a mesma quantidade de sacarose que a cana-de-açúcar e tem 25% de glicose adicional. Com uma tonelada da raiz se produzem 211 litros de etanol, ante os 85 litros que se extraem da mesma quantidade de cana. A glicose presente na mandioca acelera a conversão do açúcar em álcool e dispensa a adição de enzimas ao processo, reduzindo o custo energético em até 40%. (págs. 1 e B9)

Receita está mais atenta às grandes empresas

As grandes empresas estão na mira da fiscalização da Receita Federal durante este ano. O Fisco vem anunciando, desde 2007, que vai dispensar um tratamento especial às grandes empresas, mas só no fim do ano passado foi publicada uma portaria regulamentando essa fiscalização diferenciada. De acordo com as novas regras, haverá dois critérios para fiscalização. Empresas com receita bruta anual superior a R$ 65 milhões terão um tratamento diferenciado. Ou seja, haverá um monitoramento da arrecadação e das informações disponíveis nos sistemas da própria Receita. Já empresas com faturamento anual superior a R$ 350 milhões, além do monitoramento, terão tratamento prioritário na recuperação de créditos tributários.

“A redução da receita tributária por conta da crise econômica fez com que o governo buscasse alternativas e acabou por acelerar a decisão de destinar mais recursos à fiscalização das grandes empresas”, diz o advogado José Carlos Mota Vergueiro, do Velloza, Girotto e Lindenbojm Advogados. “Isso não significa que pequenos contribuintes serão esquecidos”, alerta. (págs. 1 e A7)

BB tenta voltar à liderança

O Banco do Brasil pretende retomar a liderança no mercado bancário no País com a estratégia de aquisições, que deve incluir em breve o Banco Votorantim, segundo fontes que acompanham o negócio. (págs. 1 e B3)

Recorde na exportação de café

As exportações de café foram recorde em 2008, com o embarque de 29,3 milhões de sacas, 4% mais que em 2007. A receita também foi a maior já registrada — US$ 4,7 bilhões, aumento de 23%. (págs. 1 e B9)

Investimentos

Valorização do dólar favorece fundos Fiex. (págs. 1 e B1)

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Estado de Minas

Manchete: Cruzada contra os estragos da chuva

Governo de Minas anuncia liberação de R$ 30 milhões para socorrer as cidades mais prejudicadas. Prefeitura de BH divulga hoje decreto de estado de emergência no perímetro atingido pela enchente de ano novo, para que as famílias possam sacar parcela do FGTS. Ontem, técnicos deram início ao cadastramento de moradores e comerciantes na Região Oeste (foto), que poderão receber ajuda financeira do município ou ter isenção do IPTU. (págs. 1 e 21)

Ex-reitores apóiam gestão sob suspeita

Oito ex-reitores da UFMG, que prestaram ontem solidariedade ao atual, Ronaldo Tadeu Pena, também tiveram irregularidades apontadas na gestão da universidade. (pág. 1)

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Jornal do Commercio

Manchete: Celpe vai reenviar contas de luz (pág. 1)


Preço do gás natural vai sofrer redução neste início de ano (pág. 1)


Comboio da ONU sofre ataque e ajuda é suspensa (pág. 1)

2 Comments

  1. Posted sexta-feira, 13, fevereiro 2009 - at 10:41 am | Permalink

    cade o aumento da FUNASA

  2. Posted sexta-feira, 13, fevereiro 2009 - at 10:43 am | Permalink

    esse aumento sera que sai este mês


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