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OS NOVOS PECADOS DA IGREJA CATÓLICA
ou

Do encanto ao Desencanto das Religiões

© DE João Batista do Lago *

 

Uma das muitas lembranças que carrego comigo, que é ao mesmo tempo “alma” e “espírito” do meu biotipo cognitivista, muito embora, hoje, tenha consciência plena de não fazer parte de quaisquer religiões ou tê-las como foco de primazia para o meu desenvolvimento intelectual – seja na esfera privada ou pública, ou profissional -, é a minha proximidade com a religião católica. Durante toda a minha infância e parte da minha adolescência fui “espiritualmente” ligado a este campo do sagrado. Tão ligado que um dia imaginara ser sacerdote ou, no mínimo, um Imão Marista. Contudo a Natureza (sobretudo a minha natureza pessoal) me encaminhara para outros mundos.

 

E antes que me acusem de Ateu ou de ateísmo devo sustentar que, hoje, sou Agnóstico ou agnosticista, isto é, imagino-me no campo de uma (1) doutrina que considera impossível conhecer ou compreender, e portanto discutir, a realidade das questões da metafísica ou da fé religiosa (embora admita existirem, como a existência de Deus, por exemplo), por não serem passíveis de análise e de comprovação racional ou científica; ou dentro do campo do (2) conceito (de Thomas H. Huxley) de que só o conhecimento adquirido e demonstrado racionalmente é admissível.

 

Assim sendo, portanto, posso inferir que o agnosticismo, como atitude intelectual, tem duas vertentes: (a) no terreno filosófico consiste em negar qualquer possibilidade de conhecimento fora do terreno da ciência e do pensamento racional; (b) no terreno religioso consiste não em negar a fé ou as afirmações nela baseadas, mas em negar que essa fé e essas afirmações tenham ou possam ter suporte racional. Em ambos os casos o pensamento agnóstico se baseia na razão, na racionalidade e no conhecimento científico. No segundo caso, especificamente, ao não negar a Metafísica, a Fé e os fenômenos supranaturais está-se, racionalmente, deixando aberta a possíbilidade de aceitá-los, se e quando explicáveis pela razão.

 

Bem, feitas as ressalvas, partamos para o que se nos interessa, de fato e de direito, neste artigo: no último final de semana, no L’Osservatore Romano, órgão oficial do Vaticano, foi divulgado pelo arcebispo Gianfranco Girotti, o número 2 da alta cúpula da Igreja Católica, que a partir de agora os católicos de todo o mundo passam a viver e a conviver com mais três tipologias de pecados capitais – a poluição, a manipulação genética e as desigualdades sociais -, pois, “se ontem o pecado tinha dimensão mais individualista, hoje possui uma ressonância principalmente social em razão do amplo fenômeno da globalização”.

 

Monsenhor Girotti, nesta sua entrevista dominical, deduz, produz e reproduz uma crítica vaticanicista contundente ao fenômeno da globalização, sobretudo quando assinala que “há diferentes setores nos quais revelamos comportamentos culpáveis em relação aos direitos individuais e sociais”; ou quando diz que “os pobres tornam-se sempre mais pobres, e os ricos sempre mais ricos”.

 

Evidentemente não se pode deixar de aplaudir tais palavras vindas do Vaticano. Elas soam e ressoam no mundo terrestre, que se nos é real, além do que elas refletem preocupação que não é só do catolicismo, mas de todos segmentos que, em sã consciência, não admitem a ideologia do “deus-mercado”, assim como os seus ideólogos conservadores, autoritários e ditatoriais.

 

Pode-se dizer (até!) que a Globalização é uma tipologia de céu dos capitalistas, ou que é (ou seria) a afirmação e reafirmação dum processo de dominação em marcha que se pretende construir como se fora uma verdade absoluta, ou seja, no mais íntimo pensamento capitalista e de seus formuladores, assim como de seus ideólogos, sempre houve, há e haverá o desejo, a necessidade mesma, de construir um mundo futuro no qual os pobres e os desiguais possam um dia alcançar. Isto sugere uma similaridade com um enunciado famosíssimo

do cristianismo e do catolismo a respeito desse possível mundo futuro utópico: “não se preocupe, você é pobre aqui (na terra), mas na outra vida (no céu) você será uma pessoa rica”. Em ambos os casos o que se percebe é a afirmação de um Ideal metafísico. Em ambos os casos o que se vê a constituição de um idealismo pós-moderno ou modernamente tardio sobre condições efetivas de uma realidade mais que real, de uma verdade que não precisa ser conceituada no campo da sagrado como um “novo pecado capital”. De pecado capital nada tem. Tem-o, em verdade mesmo, de “pecado” capitalista.

 

Ao mesmo tempo é sempre muito bom ter vivo na memória que a Igreja Católica é a precursora da globalização. Mas não só isso! É preciso entender, com clareza imparcial, que o Estado do Vaticano (cidade-estado para alguns historiadores) foi um dos mais violentos na implantação, implementação e institucionalização do seu projeto ideológico: o catolicismo – uma ideologia fundamentada em bases metafísicas (céu, paraíso, etc.) e com um forte apelo do medo, isto é, do pecado que era, então, o “Sujeito” da dor, do infortúnio, da infeliciade, enfim, do inferno… Diga-se mais: foi com esse projeto de globalização que a Igreja Católica tornara-se uma das instituições mais ricas e poderosas do mundo (ainda hoje!), tanto financeiramente quanto economicamente.

 

Contudo, o que mais contribuíra para o “desenvolvimento e progresso” da Igreja Católica fora a adoção do “Pecado”. Este fora, ao longo dos tempos, a principal moeda de negociação entre o catolicismo e os fiéis. E ainda hoje o é, como o faz crer o Monsenhor Girotti, introduzindo, no campo pecaminoso, portanto no campo do sagrado, ou seja, no campo da metafísica, temas da realidade terrestre – mais que real! – como a poluição, a manipulação genética e as desigualdades sociais. E neste ponto cabe observar o vaticinare do arcebispo com relação ao campo científico, ou seja, com relação ao desenvolvimento da engenharia genética, no qual traduz e retraduz o pensamento do Vaticano, reduzindo esse conhecimento científico à simples condição de “manipulação genética”.

 

Pergunte-se: por quê a Igreja Católica tem tanta resistência, tem tanto medo em admitir a verdade científica? (Ouso fazer aqui algumas inferências como respostas a esta questão).

 

Pode-se dizer que tanto a resistência quanto o medo da Igreja Católica na admissão da verdade científica se fundamentam em (i) conservadorismo, (ii) poder político-religioso, (iii) eliminação do sagrado. No mínimo essas três hipóteses são o “inferno” para o catolicismo; assim como o é para o capitalismo o (I) conservadorismo, (II) o poder político-capitalista, (III) a eliminação do “deus-mercado”.

 

Enfim, transformar essas realidades terrestres e humanas (por demais humanas!) em pecados é não querer resolver nada. É, em verdade, querer continuar mantendo a tocha do “espírito” da opressão sobre as cabeças dos fiéis; é continuar o processo secular de dominação de um catolicismo tosco e atemporal; é continuar mantendo a espada do pecado apontada para os corações dos fiéis indefesos, “sempre mais pobres”, sempre “mais desiguais”, que podem ser condenados para todo o sempre a serem torrados ao fogo do inferno, que jamais poderão estar próximo (seja do lado direito, seja do lado esquerdo) de um Deus que já os esquecera ou que jamais existira, a não ser como fonte de de dominação e de opressão do catolicismo cristão.

 

É disso tudo que nasce o desencanto às religiões. É por isso que as religiões estão perdendo fiéis. É em consequência dessas absurdidades que a Igreja Católica é a igreja que mais perdeu adeptos nos últimos 25 anos do século XX, e continua perdendo nestes primeiros anos do século XXI.

__________
* João Batista do Lago, 58, maranhense de Itapecurumirim, é jornalista, escritor, poeta, pesquisador e pensador empiricista.

MÍDIA E POLÍTICA NO BRASIL:
ESTUDOS E PERSPECTIVAS
Antonio Albino Canelas Rubim e Fernando Antônio Azevedo
IV CONGRESSO LATINOAMERICANO DE CIENCIAS DE LA COMUNICACIÓN – 1998

Os estudos de comunicação e política no Brasil têm história recente no Brasil. Este texto pretende, de modo não exaustivo, rastrear seus itinerários, indicar suas tendências e, despretensiosamente, sugerir uma agenda de pesquisa para investigar este objeto de estudo que se constitui no lugar de convergência entre a política e a comunicação.
De imediato, pode-se evocar a situação político-econômica do país como um dos eixos determinantes da emergência recente destes estudos. A ditadura militar se possibilitou, através de uma política de comunicação específica, o desenvolvimento de uma lógica de indústria cultural e de uma ambiência comunicacional no país, simultaneamente reprimiu as interações possíveis entre política e mídia, sejam aquelas já presentes no período anterior aos Golpes de 64 e 68, sejam as novas modalidades de relacionamento possibilitadas pela acelerada expansão das mídias, em especial a televisão.
Este impedimento da política livremente se realizar na sociedade e em seus novos espaços (virtuais) de sociabilidade, engendrados pelas mídias, determinou, por conseguinte, que a eclosão significativa desta temática de estudos guardasse uma íntima conexão com a redemocratização do país e, em especial, com os embates eleitorais, que, neste novo contexto, se realizam em uma sociedade na qual a comunicação se tornou ambiente constitutivo da sociabilidade.
A Pré-História dos Estudos Sobre Mídia e Política no Brasil
Os estudos de comunicação num formato contemporâneo surgem no país nos anos 70, mas semelhante afirmativa não deve ser feita em relação às análises de mídia e política. Nos anos 70, em particular no seu período inicial, estes estudos eram quase inexistentes. Dentre estas poucas exceções podem ser citados: a significativa contribuição de Gabriel Cohn para a análise das conexões entre comunicação, teoria e ideologia (COHN,1973), a investigação a partir de um modelo quantitativo, acerca da política no noticiário do Jornal do Brasil e Última Hora entre 1960 e 1971 empreendida por Lucila Scavone, Maria Belloni e Cléa Garbayo (SCAVONE,1975) e a análise de discurso realizada por Haquira Osakabe, voltada para preocupações teóricas e para a análise empírica de discursos de Getúlio Vargas (OSAKABE,1978).
A ampliação dos espaços democráticos no final da década de 70 e no início dos anos 80 permitiu o surgimento de inúmeras investigações nas fronteiras alargadas da temática comunicação e política. Duas vertentes de estudos então se esboçaram, sem que isto significasse necessariamente afinidades teóricas. Antes conformavam espécies de sub-temáticas, articuladas pela preocupação dominante de pensar as mídias como aparelhos de luta política e principalmente ideológica. Deste modo, a atenção voltava-se para a articulação entre comunicação e regimes autoritários; classes dominantes e setores subalternos.
Livros como A censura política na imprensa brasileira 1968-1978 de Paolo Marconi (MARCONI,1980); Comunicação de massa sem massa e Televisão e capitalismo no Brasil (CAPARELLI,1980 e 1982, respectivamente); Estado Novo: ideologia e propaganda política (GARCIA,1982); The impact of the 1964 revolution on brazilian television (MATTOS,1982); O discurso sufocado e Imprensa e capitalismo (MARCONDES FILHO,1982 e 1984, respectivamente); além dos coletivos Comunicação e classes subalternas (MELO,1980) e Comunicação e ideologia (NEOTTI,1980) podem ser alguns dos exemplos lembrados para demonstrar a intensa politização dos estudos e de modo simultâneo a persistência da ausência de trabalhos sobre novas modalidades de interação entre mídia e política, as quais permaneciam bloqueadas pelo autoritarismo estatal brasileiro.
Aliás, as controversas relações entre o período ditatorial e a comunicação permanecem como temática revisitada mesmo por trabalhos desenvolvidos posteriormente. Dois deles, uma tese de doutoramento e uma dissertação de mestrado podem ser citados: Modos de olhar o discurso autoritário no Brasil (1968-1978): o noticiário de primeira página na imprensa e a propaganda governamental na televisão (MATOS,1989) e Ditadura & sedução. Redes de comunicação e coerção no Brasil – 1969/1974 (WEBER, 1994).
Não por acaso, um balanço sobre a pesquisa em comunicação no país, realizado em congresso no começo dos anos 80 e transformado posteriormente em livro, além de não destacar comunicação e política como área específica, traz muito poucas indicações de trabalhos produzidos ou em andamento acerca da temática (MELO,1983).
A campanha pelas “Diretas, já” (1984) e o fim da ditadura (1985) certamente aparecem como primeiros momentos que põem em movimento, ainda que sutilmente, a mutação significativa dos estudos brasileiros de mídia e política, sintonizando-os com as questões características das sociedades ambientadas pelas mídias.
Este ponto de mutação está expresso em alguns livros e artigos publicados no período. Dentre eles cabe destacar A máquina do narciso. Televisão, indivíduo e poder no Brasil, no qual Muniz Sodré reflete acerca das repercussões da mídia na contemporaneidade e, em particular, da televisão sobre o indivíduo, a sociedade e a política. Os impactos de uma sociedade de ambiência midiática, já conformada no país, sobre as configurações de uma política em transição começam então a ser esboçadas.
Outros textos buscam também analisar a nova situação. Um deles, o de Gisela Swetlana Ortriwano, sintomaticamente intitulado “Televisão e abertura: ensaio geral” (MARCONDES FILHO, 1985), tenta pensar as novas modalidades de conexão em formação. Neste contexto também se inscrevem os livros, publicados em 1985: Comunicação: teoria e política (MELO,1985-I) e Comunicação e transição democrática (MELO, 1985-II).
Com dificuldades, certamente oriundas do inusitado da situação, livros posteriormente buscam tematizar esta nova situação da interação entre política e mídia, agora livre dos entraves do período autoritário, e subsumidas às lógicas oriundas da política em transição, da indústria cultural e suas “gramáticas”. Dentre estes livros podem ser rememorados: Opinião pública e debates políticos e Pesquisas eleitorais no debate da imprensa (THIOLLENT, 1986 e 1989, respectivamente); Virada eletrônica. O marketing político na tv (VIANNEY,1987) e Política, o palco da simulação (BRUM,1988), além do artigo “Campanha política e meios de comunicação: a vitória de Jânio em São Paulo, 1985” (SILVA,1986).
A trajetória da revista Comunicação & Política, fundada em março/maio de 1983, também pode ser acionada para elucidar esta passagem. Em seus primeiros cinco números a revista parece trabalhar a comunicação e a política como preocupações paralelas, que nunca se encontram de modo significativo. Muitas vezes, esta possível aproximação só acontece enquanto discussão das políticas (democráticas) de comunicação. A reversão deste caráter somatório começa a ocorrer em torno dos meados da década de 80. Para isto, contribui o artigo de Roberto Amaral Vieira e César Guimarães denominado “A televisão brasileira na transição. Um caso de conversão rápida à nova ordem” (VIEIRA,1986). Seguem-se a ele neste percurso para as novas questões os artigos presentes no nono número da revista: “The State, television and political power in Brazil” (LIMA,1989) e principalmente “Meios de comunicação de massa e eleições (um experimento brasileiro)”, também de Amaral e Guimarães (VIEIRA,1989), que contempla o tema das eleições, tão importante para os posteriores estudos neste campo.
O Impacto das Eleições Presidenciais
Sem dúvida, a eleição presidencial de 1989, realizada depois de 29 anos sem eleições diretas para presidente, aparece como acontecimento detonador de um boom imediato e posterior de reflexões sobre o enlace mídia e política. Pode-se afirmar que este acontecimento eleitoral, ao fazer emergir em toda sua potência estas novas conexões entre mídia e política, começa verdadeiramente a conformar um campo de estudos sobre comunicação e política no país, perpassada por olhares sintonizados com esta nova circunstância de sociabilidade acentuadamente midiatizada.
A rememoração de alguns textos quase que escritos no calor da hora demonstra o impacto da eleição de 1989 sobre a produção acadêmica. A revista Comunicação & Política, em duas edições publicadas em 1989 e 1990, traz quatro artigos sobre a temática. No seu número nove aparece o texto “Comunicação, espaço público e eleições presidenciais”, na qual a mídia, em especial as telenovelas, já emerge como componentes importantes da construção do cenário político (RUBIM,1989). Na edição de número 11, a revista publica quatro artigos, que têm desdobramentos posteriores desta área de estudos: “O presidente na televisão. A construção do sujeito e do discurso político no guia eleitoral” (FAUSTO NETO, 1990); “Televisão e política: hipótese sobre a eleição presidencial de 1989” (LIMA, 1990); “Comunicação e política: enigma contemporâneo” (RUBIM,1990) e “Pedagogias de despolitização e desqualificação da política brasileira” (WEBER,1990).
A lista das reflexões imediatas, sem uma preocupação exaustiva, pode ser acrescida dos seguintes textos: “Indústria da comunicação: personagem principal das eleições brasileiras de 1989” (LINS DA SILVA,1990); Como ganhar uma eleição (FIGUEIREDO e FIGUEIREDO, 1990); A cena persuasiva da propaganda política (VALLE, 1990) e “Política e cultura no Brasil contemporâneo: a experiência das eleições presidenciais de 1989” (PEREIRA, 1991).
Este impacto certamente não se circunscreveu ao entorno temporal das eleições, mas permitiu posteriormente a emergência de novos estudos atentos ao tema da eleição (inauguradora) de 1989. Dentre estes trabalhos, muitos deles dissertações e teses, podem ser lembrados: The role of television ‘free-time’ in Brazil: a study of the 1989 presidential election in a comparative pesrpective (SOUSA, 1993); Eleições 89: a razão e a sedução das elites (AGUIAR, 1993); O centro do labirinto: um estudo sobre a competição eleitoral na tv (CARVALHO, 1994); Cultura política e imaginário. Eleição, cultura política e comunicação: a eleição presidencial de 1989 (GUIMARÃES, 1995); Política e televisão: o horário gratuito de propaganda eleitoral e A batalha da presidência: o horário eleitoral na campanha de 1989 (ALBUQUERQUE, 1991 e 1996, respectivamente) e Construindo o significado do voto: retórica da propaganda política pela televisão (SOARES, 1996), além de inúmeros artigos em revistas e capítulos de livros dedicados a esta temática.
No interregno entre as eleições presidenciais de 1989 e 1994, o episódio do impeachment do presidente Collor produziu uma nova quantidade de estudos, imediatos e posteriores, que contribuíram para a continuidade do delineamento desta área acadêmica. Novamente, sem preocupação de produzir uma listagem exaustiva, podem ser recordados os textos: “Museu nostálgico: guerrilheiros udenistas” (BUCCI, 1992); “Deveras, uma fabulação do real?” (CASTRO, 1993); “O espetáculo da crise: os media e o processo de impeachment contra Collor” (ALBUQUERQUE, 1993); “Política em tempos de media: impressões de crises” (RUBIM, 1993); “A cara pintada da política” (WEBER, 1993); “Vozes do impeachment” (FAUSTO NETO, 1994); O impeachment da televisão (FAUSTO NETO, 1995) e Imprensa e poder: ligações perigosas (JOSÉ, 1996).
A eleição de 1994, apesar dos limites impostos pela legislação eleitoral no uso da mídia pelos partidos e candidatos (IMPRENSA OFICIAL, 1993 e RUBIM, 1994-I), como por exemplo a proibição da utilização de externas e de truncagens, permitiu o desenvolvimento de um novo conjunto de reflexões, consolidando a instalação do objeto e campo de estudos mídia e política, em uma configuração mais recente, no universo acadêmico brasileiro.
Elencar todo o conjunto de atos e falas acadêmicos acionados para esta consolidação certamente extrapola as fronteiras deste rápido panorama que se tenta traçar. Sem dúvida, inúmeros foram os trabalhos apresentados em encontros e os artigos publicados em diversas revistas, além das dissertações defendidas e dos livros publicados (ALMEIDA, 1996) sobre as conexões entre mídia e eleições de 1994. Dentro deste contexto, duas vertentes de estudos começam a se afirmar. Uma delas enfatiza os estudos do discurso político-eleitoral e outra a questão dos cenários político-eleitorais. Na bibliografia deste artigo, busca-se indicar, mesmo que de modo incompleto, os textos localizados sobre estas temáticas.
A emergência da temática da comunicação e política, sob o impacto das eleições presidenciais, não só propiciou uma proliferação de estudos e publicações como estimulou a constituição de espaços de intercâmbio acadêmico acerca do assunto.
Talvez a primeira destas oportunidades de debate específico tenha sido permitida pelo I Simpósio Nacional de Pesquisa em Comunicação realizado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (CBELA), em novembro de 1990, na Escola de Artes e Comunicações da Universidade de São Paulo. A revista Comunicação & Política, do CBELA, em sua conhecida edição intitulada “Comunicação e poder. Televisão e eleições presidenciais”, quase que se constitui em uma publicação monográfica destes textos apresentados no grupo de trabalho “Comunicação e poder”, então formado.
Um ano depois, em novembro de 1991, o grupo de trabalho, agora também vinculado a recém criada Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Comunicação (COMPÓS), realiza uma reunião específica em Salvador. Os 17 trabalhos apresentados no evento foram reunidos em Anais e sete deles publicados em número especial e monográfico (27) da revista Textos de Cultura e Comunicação.
Em novembro de 1992, durante o primeiro encontro anual da COMPÓS, realizado na UFRJ, foi realizada a mesa-redonda “Comunicação e política na atualidade”, sendo criado durante a reunião o grupo de trabalho em “Comunicação e política”. O GT tem sua reunião inaugural em agosto do ano seguinte durante o segundo encontro anual da COMPÓS, realizado na UFBA. Desde então tornou-se um dos grupos de trabalho mais organizados e ativos da Associação e um dos pólos de aglutinação de estudiosos de comunicação e política no país. Em suas cinco reuniões de trabalho já foram apresentados por volta de 60 “papers” produzidos por mais de 30 pesquisadores de inúmeras instituições universitárias brasileiras. Os principais textos apresentados tem sido selecionados e publicados nos livros anuais editados pela entidade: Comunicação e cultura contemporâneas (1993); Brasil. Comunicação, cultura e política (1994); A encenação dos sentidos. Mídia, cultura e política (1995); O indivíduo e as mídias (1996) e Mídia & Comunicação (1997).
Além deste encontro anual da COMPÓS e de seu GT especializado, os estudiosos da temática têm apresentado “papers” em diversos lugares acadêmicos, em especial em grupos de trabalho nas reuniões anuais da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais (ANPOCS) e realizado alguns seminários voltados especialmente a este tema.
Dentre eles podem ser destacados: o seminário Voto é marketing? realizado em 1993, na Escola de Comunicação da UFRJ, cujos textos e debates estão publicados em Voto é marketing? (AZEVEDO, 1993); o I Seminário sobre Mídia e política, realizado pelo GT “Mídia e política” do Mestrado de Ciência Política da UNB em junho de 1994; o seminário Política, cultura e mídia: a experiência brasileira, promovido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais do Mestrado de Sociologia da Universidade Federal do Ceará, em setembro de 1994 e ainda neste animado ano, em dezembro, o I Encontro Nacional de Estudos sobre Comunicação e Política, com a temática central “Mídia e eleições de 1994”, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA. Seus trabalhos foram publicados nas revistas Textos de Cultura e Comunicação (número 33) e Comunicação & Política de abril/junho de 1995.
Neste ano de consolidação e de muitos acontecimentos na área de estudos de comunicação e política também foi realizado pela Faculdade de Comunicação da UFBA o ciclo de debates Mídia e política e o Curso de Especialização em Comunicação e Política.
Para concluir esta retrospectiva de organização e intercâmbio acadêmicos, certamente incompleta, cabe lembrar que, em maio de 1996, a PUC-SP, durante a VIII Semana de Ciências Sociais, História, Geografia e Relações Internacionais, realizou um grupo de trabalho dedicado à temática Mídia e política.
Este conjunto de atividades e encontros, ao criar pólos de gravitação, conhecimento e interlocução entre os pesquisadores brasileiros, vem permitindo que a área desenvolva uma mínima organização, imprescindível para sua afirmação como espaço acadêmico e interdisciplinar e para seu reconhecimento entre nós como campo relevante de estudos.
Panorama Atual: Lugares, Pesquisadores e Temáticas
A retrospectiva realizada até agora indica o descompasso de atenção, interesse e colaboração das disciplinas envolvidas na constituição deste campo interdisciplinar no Brasil. Isto fica nítido quando se compara, por exemplo, a preocupação dos comunicólogos, apesar do caráter recente dos estudos de comunicação no país, e a pouca presença de investigações e intervenções oriundas das Ciências Sociais e, em particular, na Ciência Política, apesar da tradição e do desenvolvimento acadêmico e institucional alcançado por estas disciplinas no Brasil.
Para além deste dado significativo de composição desigual do campo interdisciplinar, o panorama apresentado aponta alguns lugares institucionais, embrionários que sejam, de aglutinação e elaboração acadêmicas. Estes lugares, sem dúvida, devem funcionar como abrigos e estímulos para a produção de estudos e pesquisas que estão sendo atualmente desenvolvidos e que irão dar contornos mais consistentes ao campo.
A Escola de Comunicação da UFRJ situa-se como um destes lugares. Apesar de uma certa diversidade de enfoques e orientações teóricas, a Escola tem se caracterizado pela predominância de estudos que se organizam em torno do discurso político que perpassa a mídia. Nestes estudos, inscritos em perspectivas semiológicas, lingüísticas e de análise de discurso, destacam-se Antônio Fausto Neto, bem como o professor Milton José Pinto, orientador de muitas das dissertações defendidas nesta área.
No contexto fluminense, o trabalho de Afonso de Albuquerque (UFF), centrado na compreensão da relação entre política e televisão, principalmente a propaganda eleitoral, ocupa um peculiar espaço, pois sua inscrição teórica distancia-se daquela predominante na UFRJ, trazendo ao debate um conjunto de estudiosos vinculados à tradição anglo-saxônica e buscando uma interlocução mais íntima com autores oriundos das Ciências Sociais e Política.
Aliás, os estudos dos discursos político-midiáticos, como um dos territórios mais significativos de análise das interações contemporâneas entre comunicação e política, têm incidência em diversos outros lugares e pesquisadores. Podem ser lembrados, entre outros, os estudos de discurso realizados por estudiosos como, por exemplo: Murilo Soares (UNESP), Celi Pinto (UFRGS), Tereza Halliday (UFRPE) e Elias Gonçalves (UFBA).
A linha de pesquisa “Mídia e política” do Doutorado e Mestrado do UFBA, entretanto, não se inscreve predominantemente neste horizonte teórico-temático. A preocupação majoritária no Programa contempla a reflexão sobre as transformações em curso na sociabilidade contemporânea, compreendida como Idade Mídia, porque impregnada e configurada por redes midiáticas, e suas ressonâncias sobre o enlace entre comunicação e política. Neste ambiente importa o desenvolvimento teórico e investigações empíricas, envolvendo as interações atuais entre os campos da política e das mídias, o problema dos espaços público e virtual, a ética, as novas (e possíveis) configurações e impasses da política, o funcionamento do jornalismo e da propaganda e a questão da democracia. Dentre outros, localizam-se no programa os pesquisadores Antonio Albino Canelas Rubim e Wilson Gomes.
Preocupações assemelhadas, ainda que com perspectivas teóricas não necessariamente aproximadas, com os padrões midiáticos da política estão presentes igualmente nos textos de pesquisadoras como Maria Helena Weber (UFRGS), Ceres Castro e Vera França (UFMG) e Rejane Vasconcelos (UFC). A Universidade Federal do Ceará, por sinal, em seu Programa de Doutorado e Mestrado em Ciências Sociais tem realizado algumas incursões no campo da comunicação e política através de alguns trabalhos de Irlys Barreira, Glória Diógenes e Márcia Vidal, baseados, por vezes, em estudos de discurso e voltados para a compreensão de fenômenos da política cearense.
Também fora da área de comunicação, o Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UNB tem se destacado no campo, concentrando suas investigações nos relacionamentos entre mídia e comportamento eleitoral. Tais estudos têm a peculiaridade de sempre estarem orientadas pela hipótese do cenário de representação da política (CRP), formulada por Venício Lima e aplicada em estudos empíricos pelos componentes do Núcleo, dentre eles o pesquisador Mauro Porto. Ainda na UNB, o Mestrado de Sociologia recentemente abrigou a dissertação Política e mídia: uma trilha na compreensão sociológica de Daniella Rocha, que analisa a produção na área e busca uma alternativa teórica distinta das teses brasilienses do CRP.
Para completar este quadro institucional e temático-teórico, cabe assinalar no âmbito das universidades brasileiras, o Laboratório de Mídia e Política da IUPERJ, dirigido pelo pesquisador Marcus Figueiredo, e o Centro de Estudos de Opinião Pública da UNICAMP, o qual tem tangencialmente estudado a questão dos enlaces entre mídia e política no país, a partir do lugar comum intitulado “opinião pública”.
Agenda de Pesquisa
Sem dúvida, o desenvolvimento recente, o interesse tardio e a fraca interlocução entre cientistas sociais – em especial cientistas políticos – e comunicólogos, separados em mundos acadêmicos distintos, se constituem num dos principais fatores impeditivos à conformação de uma área temática interdisciplinar – compartilhada basicamente por comunicólogos e cientistas políticos, mas também por sociólogos, antropólogos, lingüístas, semiólogos, filósofos, etc. – capaz de viabilizar a convergência de abordagens analíticas distintas; permitir a aquisição e uso comum de linguagem, modelos e procedimentos metodológicos que demonstrem afinidades e, finalmente, propiciar o desenvolvimento teórico acerca deste objeto comum.
Evidentemente a inexistência deste campo de pesquisa interdisciplinar provocou prejuízos para a compreensão mais rigorosa das relações existentes entre política e mídia. Esta situação terminou por gerar uma produção dispersa do ponto de vista institucional, temático e teórico-metodológico nas áreas disciplinares afins, apesar dos pólos de aglutinação ora em constituição.
A discussão de uma agenda de pesquisa deve permitir a criação de condições para reduzir descompassos, ampliar a interlocução interdisciplinar e inaugurar um itinerário mais consistente no sentido de conformar um campo comum de estudos. Nesta perspectiva dois horizontes de discussão tornam-se essenciais: o mapeamento da sua situação teórica e a identificação da agenda temática inscrita no campo.
Uma pauta de pesquisa comum aos comunicólogos e cientistas sociais e políticos deve envolver uma avaliação prévia não só da agenda temática hoje efetiva e em perspectiva, mas também do estado teórico e dos recursos metodológicos atualmente mobilizados. Com certeza esta não parece ser uma tarefa fácil de realizar, pois, se os temas que têm freqüentado os estudos apresentam-se como passíveis de identificação e mesmo de classificação, não se pode afirmar o mesmo, sem correr riscos de avaliação, em relação ao rastreamento teórico e metodológico dos trabalhos aqui considerados.
Tal dificuldade provém da insuficiência de modelos teóricos anteriormente existentes; da já mencionada dispersão da produção e sua existência recente; do caráter inovador de inúmeras questões em cena, que exigem o uso de novas teorias e dispositivos metodológicos e da inexistência de um campo comum e interdisciplinar de pesquisa que possibilite a troca e a contraposição teórico-metodológicas mais nítidas.
Contudo – e apenas como um ponto de partida para uma possível discussão mais aprofundada sobre a questão – resume-se aqui as vinculações teóricas mais evidentes e recorrentes que a produção considerada neste texto adotou na trajetória que engloba o período pioneiro (anos 70 e 80) e o momento seguinte que se desdobra até hoje (final dos anos 80 e década de 90).
Entre os anos 70 e 80, como já foi anotado em outra passagem deste texto, os temas retinham um território alargado, com alta permeação da categoria ideologia, certamente, na época, noção chave demandada para desnudar a presumida relação mídia e política. A noção de indústria cultural, muitas vezes manuseada de modo negativo e algo distinto do universo de seus formuladores Theodor Adorno e Max Horkheimer, inscritos na Escola de Frankfurt; a teoria da hegemonia de Antonio Gramsci e a noção derivada e transmutada dos aparelhos ideológicos de Estado (AIE) passam a inspirar os estudos de comunicação e, em especial, aqueles localizados no campo da mídia e política. Mesmo os estudos estruturalistas, em fortalecimento naqueles anos e com presença significativa nas áreas da semiologia e da linguística, privilegiam esta impregnância da noção de ideologia nas reflexões acerca da comunicação. Na verdade, a recorrência a estas teses e teóricos guardam íntima conexão com a recepção positiva da Teoria Crítica e das obras de Gramsci, desde o final dos anos 60, e com a ascensão do marxismo como paradigma dominante no ambiente universitário brasileiro.
O momento seguinte, inaugurado em torno do final dos anos 80, exige abordagens teórico-metodológicas que ensejem a compreensão da nova situação das relações entre mídia e política. Ele caracteriza-se pela novidade da presença liberada da política no espaço virtual engendrado pelas mídias, inclusive invadindo outros registros midiáticos, como os ficcionais, e pelo impacto da comunicação midiática na competição eleitoral (eleições de 1989 e 1994) e no processo político (impeachment de Collor).
A marca deste segundo momento manifesta-se em um complexo processo de reconfiguração teórica e metodológica, ainda pouco definido quanto às suas direções predominantes. Mas a assimilação entre comunicação e ideologia torna-se bastante nuançada pela introdução de uma diversidade de outros processos, perspectivas e interesses de investigação. Assim, algumas das orientações teórico-metodológicas anteriores persistem, mas modificadas pelo enfrentamento das novidades e pelas novas aquisições teóricas.
Os estudos do discurso, por exemplo, sem abandonar obrigatoriamente as atitudes semiológico-estrutural, sofrem acentuada influência dos procedimentos de leitura da corrente intitulada “análise de discurso”, especialmente de tradição francesa, e das teorias da enunciação e da recepção. A produção da UFRJ em comunicação e política, por exemplo, inscreve-se majoritariamente nesta perspectiva.
As teses gramscianas da hegemonia mantêm vigência em uma diversidade de estudos, por vezes de modo quase puro, por vezes mitigadas com formulações posteriores, como o cultural studies, cujos principais autores Raymond Williams e Stuart Hall recebem forte influência do próprio pensamento de Gramsci. O exemplo mais elaborado no Brasil da assimilação deste horizonte e da tentativa de, a partir dele e de outras contribuições afins, construir novos instrumentos de análise (como a hipótese do CRP) está localizado no Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UNB.
Além destas teorias e autores, inúmeros outros estão presentes nos estudos de comunicação e política do período em referência. Jürgen Habermas certamente aparece como o mais referido deles, em especial por suas formulações sobre a “esfera pública” e por suas teses sobre a “ação comunicativa”. Tais noções atravessam inúmeros estudos de comunicação e política brasileiros, seja para serem rejeitados ou assimilados de modo crítico e consistente ou, por vezes ainda, de modo apressado, sem o devido questionamento requerido pelo contexto teórico de origem destas noções. Dentre os franceses, além das presenças de Jean Baudrillard e Paul Virilio, destaca-se Pierre Bourdieu, mais pela influência de sua noção de campo social, base teórica para o entendimento do campo das mídias, que por suas teses acerca do “habitus” ou do “poder simbólico”.
A presença de autores anglo-saxãos ainda aparece de forma tímida na literatura nacional, com a exceção já assinalada dos trabalhos de Afonso de Albuquerque; de mais alguns outros autores e daqueles marcados pelos cultural studies. No entanto, certa assimilação das teses da agenda-setting e newsmaking permeiam muitos dos estudos aqui analisados sem alcançar, entretanto, uma posição central como por vezes ocorre nos Estados Unidos. Em zona de proximidade com as teses da agenda-setting, a reflexão de N. Luhmann acerca da “tematização”, filiada à tradição teórica européia, também não teve uma recepção compatível com a sua presença intelectual internacional.
O isolamento entre os estudos acadêmicos e as pesquisas voltadas para o mercado (institutos de pesquisa, agências de marketing e propaganda, etc.), sem dúvida, também deve ser incluído como um dos fatores que dificultam um desenvolvimento mais rápido deste campo de estudos, em especial, em algumas dimensões temáticas, como, por exemplo, aquelas mais próximas do comportamento eleitoral ou das análises da “opinião pública”.
Quanto a identificação da agenda temática, ela deve não só servir para caracterizar os estudos já existentes, mas, simultaneamente, iluminar os territórios temáticos que conformam o campo e as questões que demandam esforços de investigações específicas. Em uma aproximação certamente preliminar pode-se propor as seguintes dimensões: 1. comportamento eleitoral e mídias; 2. discursos políticos midiatizados; 3. “estudos produtivos da mídia” 4. ética, política e mídia; 5. mídia e reconfiguração do espaço público (formação da agenda, da opinião pública e do imaginário social, cenários de representação, etc); 6. sociabilidade contemporânea, mídia e política e 7. políticas públicas de comunicações.
1. Apesar da crescente expansão dos estudos sobre mídia e comportamento eleitoral tanto na área da Ciência Política quanto na Comunicação, eles tendem, no primeiro caso, a subestimar o papel das mídias no processo eleitoral e, no segundo caso, a superestimá-lo. Contudo, esta dimensão se constitui numa das mais operativas linhas de pesquisa desde as eleições presidenciais de 1989 e certamente voltará a ganhar relevância estratégica no próximo ano quando ocorrerá mais uma eleição presidencial casada com eleições estaduais e renovação do Congresso Nacional. Ela aglutina temas que articulam as mídias e vários aspectos do processo político, como a propaganda eleitoral, a formação da agenda das mídias e a agenda pública, o impacto da imprensa e da televisão na decisão do voto, etc.
Promissora do ponto de vista temático e contando com recursos metodológicos e analíticos desenvolvidos e estatisticamente sofisticados, esta é uma linha de investigação não só competitiva (em relação a captação de financiamentos individuais ou institucionais) como apresenta grandes chances de se consolidar como uma das áreas acadêmicas mais dinâmicas. Diante da proximidade das eleições de 1998, talvez fosse interessante discutir inclusive a possibilidade efetiva de se articular um projeto interinstitucional de alcance nacional que permitisse mapear a influência da mídia na competição eleitoral e nas diversas regiões do país, a exemplo do que foi feito na célebre pesquisa eleitoral de 1974 que praticamente inaugurou a moderna investigação sobre partidos e eleições no Brasil.
2. Os estudos dos atos de fala políticos, também uma linha de crescente incidência de análises, em uma situação de maiores convergências do trabalho analítico e de intercâmbio de procedimentos de leitura – inclusive com áreas afins de competência como a linguística, a semiologia, a semiótica, a retórica, etc – certamente lapidaria seu instrumental teórico-metodológico e encontraria resultados mais elucidativos acerca dos discursos políticos midiáticos, de seus processos de produção de significados e símbolos, de seus protocolos de enunciação e negociação de sentidos, bem como de seus sistemas discursivos.
3. Está agrupada nesta dimensão os vários aspectos ligados à gênese, estruturação, funcionamento e a lógica operativa (o que incluiria investigações baseados na hipótese da agenda setting e do newsmaking) das diversas mídias, impressas, eletrônicas e digitais. Estudos sobre jornais e televisão, sob o aspecto da organização e produção editoriais relacionados com a competição pela audiência e suas repercussões no campo político constitui um dos exemplos de questões a ser desenvolvidas.
4. As reflexões acerca da ética, da comunicação e da política e das suas interfaces encontram-se em situação contrária as dimensões descritas nos dois primeiros itens. Neste caso, o problema essencial a ser enfrentado manifesta-se pela quase inexistência de esforços teórico-investigativos em uma questão, sem dúvida, inquietante para a sociedade contemporânea, que assiste a uma intensa relativização dos valores e da moral em lugares sociais estabelecidos e uma demanda acelerada de axiologias para novas modalidades de vivência sociais.
5. A emergência e mutações dos lugares e modalidades sociais de estruturação e funcionamento da dimensão pública na sociedade atual têm estimulado o surgimento de diversas formulações analíticas e teóricas. Neste ângulo específico os problemas mais marcantes têm sido a ausência de diálogo e trocas e de adequações necessárias a este intercâmbio entre as contribuições teóricas provenientes da Ciência Política, da Comunicação e da Filosofia Política.
Dentro desta dimensão, pode-se enfatizar a linha de estudo dirigida especificamente para a análise da formação e desenvolvimento da “esfera pública” através da ótica da “publicização”, o que envolve, entre outros perspectivas possíveis, a reconstituição e compreensão da trajetória histórica da imprensa e da televisão brasileira e a análise da relação das mídias com os núcleos de poder, dentro e fora do Estado, os partidos e os grupos sociais, bem como o entendimento da nova natureza da “esfera pública” numa sociedade mediatizada.
6. Esta dimensão tem suas fronteiras alargadas pelos dispositivos próprios da sociabilidade contemporânea, a qual (re)define as hierarquias sociais e as relações de poder instaladas e em funcionamento na sociedade. Trata-se aqui de buscar entender quais as (re)configurações, tensões e impasses que caracterizam a realização dos campos da política e da comunicação em uma sociedade midiática. Esta linha de estudos requer a compreensão das mutações experimentadas pela comunicação, pela política, por seus componentes e suas conexões na atualidade.
7. Nesta linha, que já vem sendo desenvolvida desde algum tempo na área de Comunicação, se encaixa os estudos relativos à política e a regulação governamental para o setor das comunicações (legislação, agências e órgãos institucionais, processos de concessão de canais, etc.) e a análise do seu impacto no plano político, ideológico e na configuração do mercado nacional ou regional de comunicação. Exemplos de estudos que podem ser desenvolvidos dentro desta dimensão são os estudos de casos sobre os processos de tomada de decisão sobre legislações específicas, o que envolve a reconstituição da arena decisória e o jogo dos atores envolvidos no processo e a avaliação do impacto das decisões tomadas.
Em resumo, pode-se concluir este pequeno e preliminar esboço do panorama de estudos de mídia e política no Brasil relembrando traços fundamentais que demarcam sua configuração atual, mesmo sem esquecer os avanços significativos acontecidos nos últimos anos. Assim podem ser lembrados os seguintes aspectos: seu caráter recente; o descompasso de interesses de suas disciplinas afins; o ainda pequeno repertório numérico de trabalhos realizados; a ausência de uma interlocução mais sistemática, apesar das iniciativas, entre estas áreas disciplinares afins e igualmente entre o meio acadêmico e as entidades profissionais deste setor e, por fim, a reduzida elaboração teórica.
Para acelerar esta trajetória de desenvolvimento e conformar de modo consistente este campo comum de estudos, será necessário adensar o número de projetos, investigações e análises; adotar desenhos de pesquisa articulados a modelos teóricos e procedimentos metodológicos mais orientados para a especificidade do objeto de estudo; reforçar o repertório teórico e metodológico da área; ampliar as modalidades de intercâmbio entre os pesquisadores e fortalecer lugares institucionais de ancoramento de grupos de estudiosos. A interlocução entre as colaborações acadêmico-intelectuais das diversas áreas disciplinares envolvidas, em especial os estudos de Comunicação e as Ciências Sociais e Política, aparece como dado primordial para permitir a tessitura deste campo interdisciplinar de trabalho e pesquisa.
NOTAS:
1. Professor De Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Presidente da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação – COMPÓS
2. Professor de Política de Universidade Federal de São Carlos
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